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Aproveitando o lançamento recente da nova Raspberry Pi 3 (29/02), resolvi adiantar esse post sobre as infinitas possibilidades de se divertir com essa plaquinha.

Mas afinal, que diabos é uma Raspberry Pi?

A Rpi ou Raspberry Pi é um computador mais ou menos do tamanho de um cartão de crédito que tem praticamente todas as funcionalidades básicas de um Desktop. Você pode navegar na internet, acessar o blog do Insert Koin :D, ver vídeos com resolução FullHD 1080, jogar jogos, programar, montar um mini servidor, ou seja, uma infinidade de possibilidades por um preço tão pequeno, quanto a própria placa. Ela foi desenvolvida pela Raspberry Pi Foundation no Reino Unido, com foco em ensinar básico de computação para crianças, bem como programação em Python e outras linguagens mais simples. Mas é claro que pra nós, gamers incondicionais, a melhor aplicação para ela é criar nosso próprio videogame multijogos!

-Nossa, que legal, vou vender o meu PC por mil cruzeiros e pegar uma plaquinha dessas“. Muita calma Zequinha! A placa ainda tem bastante limitações, começando que ela utiliza um processador SoC integrado com arquitetura ARM. Resumindo, você não vai poder instalar o Windows nela, por exemplo. Programas e jogos para Windows também não vai dar pra instalar nela.

-Ué! Então o que eu vou instalar nela?“. A Rpi geralmente utiliza sistema operacional baseado em Linux, específico para o tipo de arquitetura do processador dela. Mas Relaxem, ninguém aqui vai ter que virar expert em linux da noite pro dia pra poder aproveitar os benefícios dessa maravilha. (Alias, já seria uma boa ideia aproveitar pra conhecer um pouco do sistema ;)  )

-Mas no Mercado Livre tão dizendo que eu posso instalar o Windows 10 nela!” Muito cuidado com propagandas incompletas na hora de comprar. De fato, da pra instalar uma versão do Windows 10 na Rpi, mas não é o Windows 10 que você esta acostumado a usar no Desktop. É o Windows IoT ou Windows “Internet das Coisas”. Uma versão pra desenvolvedores que não tem nenhum programa instalado e não vai dar pra você ver Netflix com ele na TV ou jogar LoLzinho :´(

-O que vem nela? quanto tem de memória? Qual o tamanho do HD? Da pra fazer upgrade??” Calma, respira! Vamos por partes. Existem vários modelos, inclusive semana passada foi lançado o novo modelo Rpi 3 com alguma excelentes novidades, mas aqui nessa postagem eu vou falar sobre o modelo mais comercializado pelo custo x benefício e também a mais usada pelos gamers que é o modelo Raspberry Pi 2 B+.

 

Raspberry Pi 2 B+ 

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Fazendo um resumo para se ter uma idéia, a RPi2 vem com um processador ARM Quadcore de 900MHz com memória de 1GB SDRAM. Possui 4 portas USB 2.0, uma entrada micro USB para alimentação (Fonte de 5v, de preferencia aquelas usadas para Tablets), saída de vídeo HDMI e uma saída de áudio + vídeo com conector 3.5mm Jack (Modelo fone de ouvido) e placa de rede 10/100.
Não existe um “upgrade” de memória, mas é possível fazer overclock na placa. Dependendo do overclock, você vai perder a garantia, mas pra jogos clássicos até o PSone você vai conseguir rodar sem problema nenhuma com a configuração de fábrica dela.
Com relação à armazenamento, a RPi não possui “memória interna”. No caso da RPi2, placa utiliza cartão microSD e o recomendado (e testado) é utilizar cartões classe 10. É possível utilizar HD Externo, mas alem de consumir energia excessiva da sua placa, vai matar o conceito “minimalista” dela e sinceramente, se você não se preocupa tanto com os jogos de PSOne, um cartão de 32GB vai ser ultra suficiente!

Agora que você já tem a noção básica da placa, algumas dicas simples que vão te ajudar a evitar dores de cabeça:Raspi-PGB001

– Utilize fontes boas e de preferencia acima de 2000mA (geralmente são as fontes recomendadas para Tablets) para evitar queda na alimentação da placa, principalmente se você pretende utilizar controles Bluetooth e conexão Wifi através de adaptadores USB. É fácil saber se a alimentação está baixa, vai aparecer um quadradinho colorido no canto superior direito da TV.

– Evite ao máximo desligar a sua RPi diretamente da energia com o sistema rodando. Como a “HD” da sua placa é um cartão de memória, se o sistema não for desligado corretamente, em alguns casos pode corromper o conteúdo do cartão e até mesmo danificar PERMANENTEMENTE o seu microSD. Pra evitar problema, utilize a opção “Shutdown System” pelo botão “Select” do sistema Recalbox, por exemplo, e espere até ficar somente o led vermelho aceso na placa.

– A RPi não tem “BIOS” e o sistema todo fica no cartão de memória, então não tenha medo de experimentar TODOS os sistemas desenvolvidos para ela, sem o risco de “brickar” a sua placa, como acontece em celulares, tablets e outros aparelhos com Android. O máximo que pode acontecer é você cagar no sistema operacional e ter que re-instalar tudo de novo. O único risco é bagunçar com overclock e overvoltage ou usar fontes incompatíveis, ou soldar fios (Vai saber) onde não deveria.

– A RPi possui “Pinos” chamados de GPIOs que servem para uma infinidade de coisas, desde ligar um LED pisca-pisca até montar um Robo Reploid Demoníaco para escravizar a humanidade. Claro que aqui, futuramente, eu pretendo colocar um tutorial de como montar na unha o seu próprio controle arcade utilizando essa conexão.

– A placa possui suporte para conectar câmeras e displays LCDs direto nela. Com um display de 3,5″ e botões utilizando a GPIO, da até pra montar um portátil bem bacana. Mas honestamente eu não tentei, por enquanto, por falta de materiai$ e$pecífico$.

O Sistema (de games) operacional

 

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O sistema que eu utilizo atualmente é o Recalbox v3.3.0-beta17. Hoje o sistema está na versão 4.0.0 beta-1 e está com pequenos bugs, principalmente no controle original de PS3, então por isso eu preferi ficar com a versão anterior e esperar corrigir esses bugs antes de atualizar. Por isso eu recomendo ter mais de um cartão de memória e testar sempre a nova versão num cartão mais básico (Eu uso um cartão simples de 8Gb que custou 20 cruzeiros) e ver se está tudo OK antes de sair atualizando o seu cartão principal e se arrepender do trabalhão que vai ter para instalar o antigo novamente.

-Tá, tiozão. E como funciona essa parada? É só instalar e ta pronto?” Praticamente isso!!! Os sistemas pra RPi, na grande maioria, já vem pré configurado pra placa. Uma vez que quase todos os componentes são sempre o mesmo, o sistema não tem a dificuldade que teria um linux normal de armazenar milhares de drivers pra milhares de componentes e dispositivos de um PC comum. O sistema de games geralmente é composto por uma distribuição base linux com o mínimo necessário para rodar todos os recursos da placa, uma interface gráfica minima que no caso do Recalbox é o frontend de emuladores Emulationstation 2.0 e os emuladores instalados nela.

Eu entendi mais ou menos com essa sua explicação, mas me fala o que interessa mesmo. Que diabos eu vou poder jogar nesse treco????” Muito bem Juquinha, vamos ao que interessa então. Imagina um sistema que você liga e em menos de 20 segundos cai numa tela de escolha com todos os principais emuladores dos melhores videogames da era dourada 8-16 (e até 32) bits?
No caso do Recalbox, o sistema já trás instalado e configurado emuladores para jogar jogos de Arcade, Nintendinho, Super Nintendo, Playstation one, Game Boy/ Color, Atari, PCs antigos, Sega CD, Virtual Boy, Mastersystem, Megadrive, NeoGeo, Game Boy Advance, alguns jogos do bugadíssimo emulador de Nintendo 64 e muitos emuladores antigos.

Instalação do sistema

Suponhamos que você já colocou a mão na sua plaquinha, seja pelo Mercado Livre, Ali-express, whatever. O que você vai precisar para montar o seu microgame é:

– Uma placa RPi, de preferencia a Raspberry pi 2;
– Um cartão de memória microSD, de preferencia original classe 10;
– Um controle USB genérico ou Um controle PS3 mais um adaptador Bluetooth USB (no meu caso);
– Uma fonte conector micro USB (de celular) 5v com pelo menos 2000mA
– Um cabo HDMI e obviamente a TV.

hardware

Você pode também querer adicionar um teclado USB caso queira facilitar na hora de ajustar os nomes e as capinhas dos jogos (Scrape) e um adaptador WiFi USB pra facilitar na hora de transferir jogos, baixar updates, se aventurar a jogar online (Nunca tentei) e baixar as capinhas dos jogos (Scrape)

A instalação é muito simples, até para quem nunca utilizou Linux. E sinceramente, o sistema é tão transparente e tão funcionou, que é mais simples que navegar no menu do playstation 4 :P

Acesse o site do projeto Recalbox e procure pelo link DIY Recalbox.

Quem tiver um bom inglês, pode aproveitar o site do projeto para conhecer melhor o sistema. Lá tem bastante vídeos e fotos pra despertar a sua criatividade na hora de fazer um case para o seu microgame.

Na página DYI, procure pelo Link do Github de releases das versões no Step 2. Baixe a versão ZIP do Recalbox (Eu ainda prefiro utilizar a versão recalboxOS v3.3.0-beta17 até o momento da postagem) e descompacte em alguma pasta do seu computador.recalpage

Com um adaptador para cartão microSD, copie os arquivos que você extraiu para o cartão devidamente formatado. Não copiei a pasta inteira para o cartão, a estrutura deve ser a mesma que estava dentro do arquivo ZIP, ou seja, os arquivos devem ficar na raiz do seu cartão. Uma forma até mais prática é extrair o arquivo ZIP direto no cartão.

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Coloque o cartão na sua RPi e ligue o cabo de força.

Aguarde mais ou menos 5 minutos para que o sistema seja instalado e assim que ele reiniciar, vai estar pronto para configurar o controle e colocar os jogos (Roms).

Quando finalizar a instalação, o sistema vai iniciar direto na tela do emulador do Super Nintendo e uma musica nostálgica (Tema do Zelda) vai encher os seus ouvidos de emoção.

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E ai?? Já posso por o controle e jogar???” Praticamente! A grande maioria dos controles USBs já vem pré configurados no layout do controle do Super Nintendo. Pra configurar o controle do PS3, basta conectar ele desligado na RPi pelo cabo USB e apertar o botão PS. Depois de 10 segundos, retire o cabo do controle e aperte o PS novamente. Tão simples quanto configurar o controle no próprio PS3!!! O Recalbox já vem com alguns joguinhos FREE e você pode testar alguns emuladores antes mesmo de colocar os seus próprios jogos.

Como colocar os jogos no Recalbox?

O Recalbox cria uma pasta compartilhada por rede onde você vai encontrar as seguintes subpastas:

Bios (Alguns emuladores precisam dos arquivos de BIOS para funcionar)
Roms (Aqui você colocar as suas roms)
Saves (Aqui ficam os arquivos de saves e savestate de todos os emuladores)
Screenshots (Aqui ficam as screenshots tiradas durante os jogos)
System (Arquivos de configuração)
Xbmc-Movies (Aqui você pode colocar videos para assistir no mediaplayer Kodi)
Xbmc-Music (Aqui você pode colocar musicas para ouvir no mediaplayer Kodi)
Xbmc-Pictures (Aqui você pode colocar imagens para visualizar no mediaplayer Kodi)

No windows, para acessar as pastas compartilhadas, no menu executar, digite \\RECALBOX\ ou acesse o menu de configuração de rede no Recalbox (Aperte Start na tela inicial e escolha Network Settings) e anote o endereço de IP. Em seguida, digite o endereço IP no menu executar, por exemplo \\192.168.1.101\

Dentra da pasta /roms, você irá encontrar uma pasta para cada emulador, por exemplo “/nes” para Nintendinho, “snes” para Super Nintendo, etc. Coloque as roms dentro de cada pasta específica e reinicie o sistema (Aperte Select na home e selecione Restart System).

Pronto! Os jogos já deverão estar disponíveis e você já pode se matar de jogar os clássicos em tela grande na sua TV!

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*Edit: Comecei um novo projeto com uma Raspberry pi3 e se quiser acompanhar, estou publicando todas as etapas aqui na pagina do facebook. Assim que finalizar o projeto, farei uma publicação completa no blog como de praxe ;-]

“I’m too young to die” – Doom / “Can I play, Daddy?” – Wolfenstein 3D / Piece of Cake – Duke 3D


Essas frases eram as que eu mais escolhia quando começava a jogar Doom ou Duke Nukem a quase 20 anos atrás. Resolvi escrever esse post apenas para expressar minhas teorias sobre a evolução da dificuldade dos games atuais em comparação às primeiras plataformas de videogames caseiros.

Tenho percebido que nas ultimas gerações, os games tem ficado cada vez mais fáceis e que dificil hoje em dia é ver a tela de “Game Over”. Tudo bem que possa parecer exageiro da minha parte, mas quem viveu a era de ouro do NES sabe muit

o bem o que eu estou falando. Não vou voltar ao inicio dos games, pegando de exemplo o Atari, pois os games daquela época não tinham final e o objetivo era unicamente “beat my score”, se focando em pontuação e a dificuldade era necessária, tendo em vista que um jogo de fases “infinitas” se tornaria um tedio sem o desafio à altura do jogador.

No meu caso, a necessidade de se terminar um jogo tomou forma em games como Ninja Gaiden para o Nes. NG foi o primeiro game com “history line” que eu joguei no NES. E que história! Logo na abertura você tinha um cenário tipico de batalhas ninja, com dois oponentes frente à frente prontos para se atacarem. Os dois correm em direção um ao outro, pulam e as espadas se cruzam fazendo aquele barulho característico (de espadas 8bits, risos) e os dois caem no chão em pé. Logo um dos ninjas tomba e tem início a aventura de Ryu Hayabusa, o filho do ninja derrotado que recebe a espada do pai.
Ok, com uma história como essa, era impossível não jogar o game motivado a terminar a historia e assistir ao merecido final, certo? Pois bem, peguei esse jogo como exemplo porque ele representa exatamente o que eu quero mostrar. Ninja Gaiden foi o game mais hardcore que eu me atrevi a tentar terminar a qualquer custo. Tudo bem que exitiram games muito mais impossíveis no NES, mas esse tinha história, animações entre cada fase e um personagem carismático com uma espada especial. Confesso que não consegui terminar o game no NES em mais de 3 anos jogando. Nunca passei do ultimo chefão que aparecia em tres formas e na sua ultima eu já não tinha mais do que uma barrinha mediocre de vida.

O primeiro jogo que eu terminei foi Robocop. Tinha uma historia parecida com a do filme e tinha uma sequencia de imagens no final que na epoca valeram a pena. Tive uma sensação de missão cumprida e derrepente comecei a ter como objetivo terminar todos os games que eu pegava na mão. Tinha até um caderninho com uma lista de jogos terminados e de jogos pela metade com password e tudo mais. Levei muita surra e dei muita surra (no controle, coitado) e toda vez que terminava um jogo eu respirava aliviado com a sensação de ter saido de um campeonato de vale tudo, sem os dentes e com a cara toda arrebentada. Era o nirvana em 16 cores.

Com a chegada da geração Hollywood-like games do Playstation, notei que a maioria dos jogos tinham opções muito fáceis à disposição do jogador. Era desafiador mas em alguns momentos eram tão fáceis que a unica dificuldade era tentar morrer de propósito. Percebi que essa característica veio junto com a complexidade do enredo do jogo. Quanto mais completo era o roteiro, mais facil era o gameplay. Talvez os desenvolvedores de jogos tiveram tanto trabalho em desenvolver a “historiline” que seria um disperdício deixar o jogo muito dificil a ponto do jogador desistir sem fazer final.

Dificuldade de games é algo complexo de se abordar em apenas um post e com pouco material de pesquisa. Existem centenas de fatores que podem contribuir pro jogo ser dificil e nem ao menos fazem parte do nível de desafio, como por exemplo, fases “bugadas” ou cameras horríveis que tiram o foco do ponto principal do games, fazendo você cair de uma plataforma por exemplo. Existe o caso de games onde a dificuldade é “bipolar” e em um momento o jogo é impossível, no outro é extremamente fácil. Há jogos com opção de dificuldade descontrolada, onde o fácil é ridiculo e o dificil é extremamente impossível.

Um exemplo de um jogo onde a dificuldade é balanceada porém o personagem é “imortal” é o “Prince of Persia” de 2008. Você irá notar que nesse jogo, a tela de Game Over foi literalmente tirada de cena. O personagem não morre, por mais que você caia de alturas imensas, sempre Elika irá te salvar. Aparentemente o jogo foi desenvolvido sem game over pois a equipe de produção acha que a tela de game over pode ser frustrante pro jogador (pasmei). Existem vários jogos onde “não se morre”, como por exemplo a franquia Lego (Batman, Star Wars, Piratas do Caribe, etc…)

Só pra concluir meu post, minha opinião é que jogos ficaram mais fáceis à medida que o enredo ficou mais rico e o consumo de games casuais aumentou, como por exemplo, jogos para celulares e portáteis, onde a pessoa não tem muito tempo para se matar em jogos difíceis e demorados. Eu particularmente prefiro sempre começar um jogo no Easy e ver toda a história do jogo, pra só depois jogar no extra hard pra conseguir todos os troféus.

Aqui vai uma lista dos games mais difíceis de todos os tempos, de acordo com uma enquete feita na Gametrailers:

Top 10 do controle na parede!

10. Contra (NES)
09. Zelda II: The Adventure of Link (NES)
08. Castelvania (NES)
07. Devil May Cry 3 (PS2)
06. Shinobi (PS2)
05. Ikaruga (GC e XBLA)
04. F-Zero GX (GC)
03. The Ninja Gaiden Series
02. The Ghouls & Ghost Series
01. Battletoads (NES)

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Ninja Gaiden I (SNES version)

Ninja Gaiden

Mais uma vez a situação da maior empresa de games da história não está nada boa. A Nintendo esse ano já reduziu o preço do seu novo portátil, o 3DS pra tentar concorrer com os iGadgets da Apple, anunciou que terá uma redução nos lucros esperados para esse ano de algo em torno de R$3,5 bilhoes para menos de R$700 milhões e agora sofre pressão dos investidores para fazer port dos seus games para iPhone, iPad e até mesmo Facebook.

 

Não é a primeira vez que a Nintendo se ve ameaçada por outra empresa concorrente, a Sony com a família Playstation, derrubou a gigante japonesa do seu trono Ocidental e por muito tempo ficou na frente em vendas com uma margem gigantesca de vantagem. Mas agora a situação é diferente e a empresa que está ameaçando “tomar o segundo lugar” nem mesmo tem um console para concorrer. O foco da Apple nunca foi games e a empresa nem mesmo pretende lançar um videogame ou nenhum aparelho específico apenas para jogos, mas o mercado de games para celulares e jogos casuais cresceu de forma a ameaçar as plataformas convencionas.

Quem acompanha a história da Nintendo sabe que a empresa começou a mais de cem anos com jogos de carta, tipo baralho japonês e nos anos 70 entrou em uma parceria com a Bandai e a Atari para começar no negócio de games eletrônicos. A entrada da Nintendo no ocidente teve suas dificuldades e a empresa precisou pela primeira vez se render aos costumes americanos e mudar o formato do seu console. O NES originalmente lançado como Famicom no japão, precisou ter seu formato todo reformulado para ser comercializado nos EUA. A versão japonesa era colorida e tinha características de brinquedo e para poder vender nos EUA os investidores sugeriram criar uma versão mais séria para que o console não tivesse um estigma de ser algo feito para crianças e entrasse no mercado como um produto eletrônico para todos os públicos. Foi a primeira vez que a empresa se rendeu a uma exigencia de grande porte e mudou seu produto de forma significante. Tempos depois, sofreu pressão para deixar de produzir games em cartucho e entrar na era da mídia Optica, mas a teimosia oriental fez com que a empresa lançasse o Nintendo64 com cartucho e foi o começo das quedas de vendas e a deixa para a Sony passar a sua frente.

Mas a Nintendo sempre foi a empresa da inovação e depois de ficar na sombra da Sony por um tempo e depois do fracasso do Game Cube, a Nintendo então aparece com a maior inovão na história do videogame e lança o Nintendo Wii. Pela segunda vez na história o videogame volta a ser foco de diversão em família (a primeira vez foi com o Atari) e a Nintendo recupera boa parte do mercado perdido. Mas uma parcela do mercado dos games, que durante muitos anos foi liderada pelo Gameboy e foi perdida para o portátil da Sony, o PSP, precisava ser recuperada e para isso a Nintendo lançou outra inovação no mercado, o Nintendo 3DS. Mas infelizmente, mesmo com a ideia de levar a tecnologia 3D para os portáteis, o 3DS chegou atrasado e bem no meio de uma guerra que ninguém apostaria a 3 ou 4 anos atrás. A Apple, líder no mercado de Smartphones e Tablets com seu iPhone e iPad, com a empresa valendo praticamente US$1 trilhão de dólares (atualmente mais do que o próprio país) “sem querer” entrou no mercado dos games com sucessos como Angry Birds e outros jogos casuais e viciantes com valores inferiores a $10 dólares, deixando difícil para a concorrencia bater em questão de valores e portabilidade (no mesmo aparelho que você faz ligação, ouve música e ve videos, navega na internet e responde emails, agora você também joga até com suporte online) abrindo espaço para a Apple dominar com tranquilidade o mercado dos games também.

Mais uma vez, a Nintendo se ve pressionada pelos investidores a mudar seu padrão e abrir mão da exclusividade de seus games e fazer port para o iPhone e outros gadgets da Apple. E para aumentar a pressão, a Pokemon Company anunciou o lançamento de seus jogos para o iPhone em breve.
Todas as outras concorrentes, já de olho nesse mercado, estão lançando suas versões de Smartphone, como por exemplo a Sony com o XperiaPlay e a Microsoft com o Windows Phone.

Conclusão, se a Nintendo não tomar uma iniciativa e entrar de vez no mercado Mobile, seja lançando um aparelho ou portando os seus jogos, vai ficar cada vez mais dificil concorrer com um mercado novo, com preços absurdamente baixos, facilidade de acesso e compra, com jogos tendo dirversão simples e viciante.

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Durante muitos anos o cartucho foi a única forma de armazenamento no mundo dos games. Cada vez maiores, os cartuchos foram aumentando sua capacidade para poder armazenar os jogos, que ao longo do tempo foram dobrando o seu tamanho. Para conhecer um pouco mais sobre as mídias de armazenamento, vãos separá-las em gerações.

1ª Geração (Atari, Intellivision e Odyssey II)

A primeira geração de cartuchos tinha o tamanho de armazenamento que variava de 2kB à 16 kB, mas os últimos cartuchos dessa geração ( lançados em meados de 80) tinha capacidade máxima de 32kB. Eram bem simples e de formato e tamanho quase padrão.

2ª Geração (Atari 5200, Colecovision e Arcadia)

Os cartuchos de segunda geração em nada acrescentaram. Na realidade, foi apenas uma tentativa infeliz da Atari em mudar a aparência dos cartuchos originais para algo um pouco maior e apostar no marketing de que “algo maior é melhor”.

3ª Geração (NES, Master System e Atari 7800)

Com a chegada da terceira geração de cartuchos e o inicio da famosa geração 8-bits, o tamanho dos cartuchos pularam de 32kB para até 768kB! Algumas particularidades aconteceram nessa geração, como por exemplo, o suspiro final da Atari em lançar a versão Atari 7800 com cartuchos com o dobro do tamanho, mas a mesma biblioteca de games, os primeiros cartuchos com suporte à save (o momento mais feliz da historia dos games!) com ajuda de baterias de Lithium (aquela baterias de relógio), mas que corriam o risco de perder os saves com muita facilidade. O mais famoso de todos os videogames da era 8-bits, o NES teve duas versões de cartuchos na época. Os japoneses de 62 pinos e os Americanos de 72 pinos. Lembro que na época era comum ter um adaptador de 72 pinos para poder jogar as fitas japonesas de “procedência duvidosa”.

4ª Geração (Super NES, Mega Drive e NeoGeo)

Em seguida foi a vez da quarta geração chegar com o poderoso Super Nes e sua capacidade de armazenamento de até 8,75MB. A média de tamanho de jogos entre Super Nes e Mega Drive era de 4mB. Uma particularidade dessa geração foi a chegada da NeoGeo como console caseiro, colocando no mercado o maior cartucho do mundo, tanto em espaço, quanto em tamanho, que poderia chegar até 111,5MB.

5ª Geração (Nintendo 64, Jaguar e Sega 32x)

A quinta e ultima geração “oficial” de cartuchos encerrou o cenário com uma decepção terrível em relação a aberturar de games em vídeos ou CGs. Por conta da limitação física dos cartuchos (64MB máximo do Nintendo 64), ficou difícil manter os jogos e videos em CGs com boa qualidade e a grande maioria dos games de N64, sequer tinham abertura Uma das grandes decepções da minha vida foi descobrir que Sub-Zero Mithologies tinha um vídeo com atores reais entre as fases no Playstation e não uma apresentação de Slides ao estilo Power Point na versão em cartucho do N64 e no port de Resident Evil foi a maior decepção em relação aos vídeos e CG. Houve de fato uma grande diferença em relação à qualidade dos bosses e personagens de RE pro N64, a qualidade do 3D no N64 era indiscutível, mas os vídeos eram pequenos e muito quadriculados.

Uma nova fase se inicia com as mídias ópticas.

Provavelmente o que definiu a vitória do Playstation contra o seu rival N64, com certeza foi a escolha da mídia, que alias, quem já acompanhou a história dos videogames, sabe que a princípio a Sony desenvolveu o CD-Rom voltado a games para a Nintendo, que no auge da sua teimosia preferiu manter o cartucho como sua mídia principal. A Nintendo saiu na frente com o nome 64-bits, dando a idéia de qualidade gráfica, mas com o passar do tempo, as pessoas caíram no encanto de games com aberturas em vídeo, com musicas cantadas e pessoas reais. A partir daí foi questão de tempo até a maré virar pro lado da Sony e o Playstation liderar o mercado de games por 3 gerações. Talvez a única desvantagem entre a mídia óptica e o cartucho seja o tempo de carregamento de jogo ou as famosas telas de loading. O cartucho carrega instantaneamente na memória do videogame o jogo, enquanto o CD-ROM, por exemplo, carrega parte dos dados, que geralmente são muito maiores, na memória do videogame, necessitando de um “tempo de loading” até o jogo estar disponível.

Laser Disc

As primeiras mídias ópticas foram os Laser Discs, com tamanho máximo de 540MB. Essas mídias não foram muito populares por conta do preço exorbitante e a dificuldade de encontrar games. Talvez o único game a ter ficado relativamente famoso foi Dragon’s Lair, uma espécie de desenho animado misturado com jogo. Então entra em cena a mídia que dominaria o mercado de música, games e armazenamento de arquivos, o famoso CD.

CD-ROM

Criado em 1990, o CD ou Compact Disc era capaz de armazenar algo em torno de 700MB, pouco mais de 10x o tamanho armazenado no maior cartucho de Nintendo 64. A mídia foi utilizada em diversos videogames ficando mais popular no Playstation. Alguns dos videogames que usaram essa mídia, além do Playstation foram o Jaguar CD, Sega CD, Turbografx CD, Sega Saturn, Amiga CD e NeoGeo CD. O final da saga do CD-Rom já dava sinais quando jogos pra Playstation chegavam a ter até 04 CDs, como foi o caso de Final Fantasy VIII e IX.

Em seguida, a Sega em seu ultimo espasmo post-mortem, lança uma versão maior de CD, conhecida como GD-ROM (Gigabyte Disc) com capacidade de 1,2GB de dados. Outras mídias “fora do comum” também foram lançadas como o UMD para PSP (1,8GB) e o Mini-DVD (1,5GB) para Game Cube, este ultimo usava um formato de arquivos exclusivos para o videogame.

DVD-ROM

Então veio o DVD com sua capacidade de 4,7GB, podendo chegar até 16GB com a versão DVD-18, mas mesmo assim o DVD só se popularizou até a versão DVD-9 de 8,54GB Dual Layer.  Da mesma forma que ocorreu com o CD, o DVD também começou a apresentar problemas de espaço, tendo que dividir jogos em mais de uma mídia. O DVD teve inicio no Playstation 2 e foi utilizado em outros videogames como Xbox e Xbox 360. É importante dizer que a partir dessa fase, os videogames começaram a ter pequenas funções de entretenimento, como por exemplo assistir filmes em DVD no Playstation 2. É claro que sempre houve formas de se converter vídeo e reproduzir no Playstation One, mas eram apenas “gambiarras” e a qualidade sempre foi grotesca.

Antes de falar em Blu-Ray, acho interessante comentar sobre a disputa que acabou colocando o Blu-Ray como o sucessor do DVD. A guerra era entre duas gigantes do mercado de Som e Tv, Sony com seu Blu-Ray e o HD-DVD da Toshiba. Acreditem ou não, o que definiu quem seria o sucessor do DVD, de certa forma foram os videogames. Quando a Microsoft desistiu de incluir o HD-DVD no Xbox 360 e resolveu manter o formato DVD, agora com dupla camada, e a Warner assinou contrato de exclusividade com o Blu-Ray, o tiro de misericórdia para a Toshiba foi a Sony anunciar o Playstation 3 com leitor e mídias Blu-Ray.

Blu-Ray

Nessa fase, entra a nova geração de videogames HD, com saídas prontas para as novas TVs de alta definição. Vale lembrar que o Xbox 360, por ser um pouco mais velho que o PS3, demorou um pouco mais para entrar na era HD, não tendo saída HDMI nas primeiras versões de seu console. Atualmente apenas o PS3 possui leitor de Blu-Ray e muito se especulou sobre a Microsoft adotar o formato em possíveis atualizações do seu videogame. Alguns jogos de Xbox 360 já apresentam o mesmo problema do CD-ROM e são vendidos em mais de uma mídia, como é o caso do Castlevania e o mais recente L.A. Noir. Este ultimo, por curiosidade também sofreu problemas de espaço com o Blu-Ray. A mídia comporta 25GB na sua versão normal e até 50GB na versão de dupla camada. Mesmo assim, de acordo com a produtora Rockstar, o jogo sofreu alguns cortes na história e muitas missões serão adicionadas posteriormente através de DLC , ou seja, por download.

Games por Download

O primeiro console totalmente sem mídia física foi o Zeebo. Uma parceria entre alguns países, incluindo o Brasil, lançou o videogame no mercado brasileiro pela Tectoy. O videogame tinha uma memória interna de 1GB para armazenar os jogos e conexão 3G, pela Claro no Brasil, para baixar os jogos da rede gratuita Zeebo. Infelizmente o videogame chegou um pouco tarde no mercado, com relação à lançamentos e gráficos e sofreu alguns cortes na biblioteca escassa e infeliz, tornando o fim do console algo esperado por todos. Infelizmente a idéia era boa mas não houve incentivo e apoio de grandes marcas de games e com tão poucos lançamentos o videogame foi praticamente natimorto. Outro videogame sem mídia física que também anunciou o seu fim foi o PSP Go. O Go foi uma tentativa infeliz da Sony em copiar o formato iTunes Store da Apple e vender a biblioteca do PSP direto pela PSN. Muitas pessoas acreditam que o futuro do videogame serão os jogos on-demand, ou seja, jogos pré instalados no console ou PC e com o conteúdo armazenado na nuvem, mas como a internet de altíssima velocidade ainda não é uma realidade na maioria dos países, e jogos atuais cada vez maiores, esse será um sonho ainda um pouco distante.