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“I’m too young to die” – Doom / “Can I play, Daddy?” – Wolfenstein 3D / Piece of Cake – Duke 3D


Essas frases eram as que eu mais escolhia quando começava a jogar Doom ou Duke Nukem a quase 20 anos atrás. Resolvi escrever esse post apenas para expressar minhas teorias sobre a evolução da dificuldade dos games atuais em comparação às primeiras plataformas de videogames caseiros.

Tenho percebido que nas ultimas gerações, os games tem ficado cada vez mais fáceis e que dificil hoje em dia é ver a tela de “Game Over”. Tudo bem que possa parecer exageiro da minha parte, mas quem viveu a era de ouro do NES sabe muit

o bem o que eu estou falando. Não vou voltar ao inicio dos games, pegando de exemplo o Atari, pois os games daquela época não tinham final e o objetivo era unicamente “beat my score”, se focando em pontuação e a dificuldade era necessária, tendo em vista que um jogo de fases “infinitas” se tornaria um tedio sem o desafio à altura do jogador.

No meu caso, a necessidade de se terminar um jogo tomou forma em games como Ninja Gaiden para o Nes. NG foi o primeiro game com “history line” que eu joguei no NES. E que história! Logo na abertura você tinha um cenário tipico de batalhas ninja, com dois oponentes frente à frente prontos para se atacarem. Os dois correm em direção um ao outro, pulam e as espadas se cruzam fazendo aquele barulho característico (de espadas 8bits, risos) e os dois caem no chão em pé. Logo um dos ninjas tomba e tem início a aventura de Ryu Hayabusa, o filho do ninja derrotado que recebe a espada do pai.
Ok, com uma história como essa, era impossível não jogar o game motivado a terminar a historia e assistir ao merecido final, certo? Pois bem, peguei esse jogo como exemplo porque ele representa exatamente o que eu quero mostrar. Ninja Gaiden foi o game mais hardcore que eu me atrevi a tentar terminar a qualquer custo. Tudo bem que exitiram games muito mais impossíveis no NES, mas esse tinha história, animações entre cada fase e um personagem carismático com uma espada especial. Confesso que não consegui terminar o game no NES em mais de 3 anos jogando. Nunca passei do ultimo chefão que aparecia em tres formas e na sua ultima eu já não tinha mais do que uma barrinha mediocre de vida.

O primeiro jogo que eu terminei foi Robocop. Tinha uma historia parecida com a do filme e tinha uma sequencia de imagens no final que na epoca valeram a pena. Tive uma sensação de missão cumprida e derrepente comecei a ter como objetivo terminar todos os games que eu pegava na mão. Tinha até um caderninho com uma lista de jogos terminados e de jogos pela metade com password e tudo mais. Levei muita surra e dei muita surra (no controle, coitado) e toda vez que terminava um jogo eu respirava aliviado com a sensação de ter saido de um campeonato de vale tudo, sem os dentes e com a cara toda arrebentada. Era o nirvana em 16 cores.

Com a chegada da geração Hollywood-like games do Playstation, notei que a maioria dos jogos tinham opções muito fáceis à disposição do jogador. Era desafiador mas em alguns momentos eram tão fáceis que a unica dificuldade era tentar morrer de propósito. Percebi que essa característica veio junto com a complexidade do enredo do jogo. Quanto mais completo era o roteiro, mais facil era o gameplay. Talvez os desenvolvedores de jogos tiveram tanto trabalho em desenvolver a “historiline” que seria um disperdício deixar o jogo muito dificil a ponto do jogador desistir sem fazer final.

Dificuldade de games é algo complexo de se abordar em apenas um post e com pouco material de pesquisa. Existem centenas de fatores que podem contribuir pro jogo ser dificil e nem ao menos fazem parte do nível de desafio, como por exemplo, fases “bugadas” ou cameras horríveis que tiram o foco do ponto principal do games, fazendo você cair de uma plataforma por exemplo. Existe o caso de games onde a dificuldade é “bipolar” e em um momento o jogo é impossível, no outro é extremamente fácil. Há jogos com opção de dificuldade descontrolada, onde o fácil é ridiculo e o dificil é extremamente impossível.

Um exemplo de um jogo onde a dificuldade é balanceada porém o personagem é “imortal” é o “Prince of Persia” de 2008. Você irá notar que nesse jogo, a tela de Game Over foi literalmente tirada de cena. O personagem não morre, por mais que você caia de alturas imensas, sempre Elika irá te salvar. Aparentemente o jogo foi desenvolvido sem game over pois a equipe de produção acha que a tela de game over pode ser frustrante pro jogador (pasmei). Existem vários jogos onde “não se morre”, como por exemplo a franquia Lego (Batman, Star Wars, Piratas do Caribe, etc…)

Só pra concluir meu post, minha opinião é que jogos ficaram mais fáceis à medida que o enredo ficou mais rico e o consumo de games casuais aumentou, como por exemplo, jogos para celulares e portáteis, onde a pessoa não tem muito tempo para se matar em jogos difíceis e demorados. Eu particularmente prefiro sempre começar um jogo no Easy e ver toda a história do jogo, pra só depois jogar no extra hard pra conseguir todos os troféus.

Aqui vai uma lista dos games mais difíceis de todos os tempos, de acordo com uma enquete feita na Gametrailers:

Top 10 do controle na parede!

10. Contra (NES)
09. Zelda II: The Adventure of Link (NES)
08. Castelvania (NES)
07. Devil May Cry 3 (PS2)
06. Shinobi (PS2)
05. Ikaruga (GC e XBLA)
04. F-Zero GX (GC)
03. The Ninja Gaiden Series
02. The Ghouls & Ghost Series
01. Battletoads (NES)

Tief

Ninja Gaiden I (SNES version)

Ninja Gaiden

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Durante muitos anos o cartucho foi a única forma de armazenamento no mundo dos games. Cada vez maiores, os cartuchos foram aumentando sua capacidade para poder armazenar os jogos, que ao longo do tempo foram dobrando o seu tamanho. Para conhecer um pouco mais sobre as mídias de armazenamento, vãos separá-las em gerações.

1ª Geração (Atari, Intellivision e Odyssey II)

A primeira geração de cartuchos tinha o tamanho de armazenamento que variava de 2kB à 16 kB, mas os últimos cartuchos dessa geração ( lançados em meados de 80) tinha capacidade máxima de 32kB. Eram bem simples e de formato e tamanho quase padrão.

2ª Geração (Atari 5200, Colecovision e Arcadia)

Os cartuchos de segunda geração em nada acrescentaram. Na realidade, foi apenas uma tentativa infeliz da Atari em mudar a aparência dos cartuchos originais para algo um pouco maior e apostar no marketing de que “algo maior é melhor”.

3ª Geração (NES, Master System e Atari 7800)

Com a chegada da terceira geração de cartuchos e o inicio da famosa geração 8-bits, o tamanho dos cartuchos pularam de 32kB para até 768kB! Algumas particularidades aconteceram nessa geração, como por exemplo, o suspiro final da Atari em lançar a versão Atari 7800 com cartuchos com o dobro do tamanho, mas a mesma biblioteca de games, os primeiros cartuchos com suporte à save (o momento mais feliz da historia dos games!) com ajuda de baterias de Lithium (aquela baterias de relógio), mas que corriam o risco de perder os saves com muita facilidade. O mais famoso de todos os videogames da era 8-bits, o NES teve duas versões de cartuchos na época. Os japoneses de 62 pinos e os Americanos de 72 pinos. Lembro que na época era comum ter um adaptador de 72 pinos para poder jogar as fitas japonesas de “procedência duvidosa”.

4ª Geração (Super NES, Mega Drive e NeoGeo)

Em seguida foi a vez da quarta geração chegar com o poderoso Super Nes e sua capacidade de armazenamento de até 8,75MB. A média de tamanho de jogos entre Super Nes e Mega Drive era de 4mB. Uma particularidade dessa geração foi a chegada da NeoGeo como console caseiro, colocando no mercado o maior cartucho do mundo, tanto em espaço, quanto em tamanho, que poderia chegar até 111,5MB.

5ª Geração (Nintendo 64, Jaguar e Sega 32x)

A quinta e ultima geração “oficial” de cartuchos encerrou o cenário com uma decepção terrível em relação a aberturar de games em vídeos ou CGs. Por conta da limitação física dos cartuchos (64MB máximo do Nintendo 64), ficou difícil manter os jogos e videos em CGs com boa qualidade e a grande maioria dos games de N64, sequer tinham abertura Uma das grandes decepções da minha vida foi descobrir que Sub-Zero Mithologies tinha um vídeo com atores reais entre as fases no Playstation e não uma apresentação de Slides ao estilo Power Point na versão em cartucho do N64 e no port de Resident Evil foi a maior decepção em relação aos vídeos e CG. Houve de fato uma grande diferença em relação à qualidade dos bosses e personagens de RE pro N64, a qualidade do 3D no N64 era indiscutível, mas os vídeos eram pequenos e muito quadriculados.

Uma nova fase se inicia com as mídias ópticas.

Provavelmente o que definiu a vitória do Playstation contra o seu rival N64, com certeza foi a escolha da mídia, que alias, quem já acompanhou a história dos videogames, sabe que a princípio a Sony desenvolveu o CD-Rom voltado a games para a Nintendo, que no auge da sua teimosia preferiu manter o cartucho como sua mídia principal. A Nintendo saiu na frente com o nome 64-bits, dando a idéia de qualidade gráfica, mas com o passar do tempo, as pessoas caíram no encanto de games com aberturas em vídeo, com musicas cantadas e pessoas reais. A partir daí foi questão de tempo até a maré virar pro lado da Sony e o Playstation liderar o mercado de games por 3 gerações. Talvez a única desvantagem entre a mídia óptica e o cartucho seja o tempo de carregamento de jogo ou as famosas telas de loading. O cartucho carrega instantaneamente na memória do videogame o jogo, enquanto o CD-ROM, por exemplo, carrega parte dos dados, que geralmente são muito maiores, na memória do videogame, necessitando de um “tempo de loading” até o jogo estar disponível.

Laser Disc

As primeiras mídias ópticas foram os Laser Discs, com tamanho máximo de 540MB. Essas mídias não foram muito populares por conta do preço exorbitante e a dificuldade de encontrar games. Talvez o único game a ter ficado relativamente famoso foi Dragon’s Lair, uma espécie de desenho animado misturado com jogo. Então entra em cena a mídia que dominaria o mercado de música, games e armazenamento de arquivos, o famoso CD.

CD-ROM

Criado em 1990, o CD ou Compact Disc era capaz de armazenar algo em torno de 700MB, pouco mais de 10x o tamanho armazenado no maior cartucho de Nintendo 64. A mídia foi utilizada em diversos videogames ficando mais popular no Playstation. Alguns dos videogames que usaram essa mídia, além do Playstation foram o Jaguar CD, Sega CD, Turbografx CD, Sega Saturn, Amiga CD e NeoGeo CD. O final da saga do CD-Rom já dava sinais quando jogos pra Playstation chegavam a ter até 04 CDs, como foi o caso de Final Fantasy VIII e IX.

Em seguida, a Sega em seu ultimo espasmo post-mortem, lança uma versão maior de CD, conhecida como GD-ROM (Gigabyte Disc) com capacidade de 1,2GB de dados. Outras mídias “fora do comum” também foram lançadas como o UMD para PSP (1,8GB) e o Mini-DVD (1,5GB) para Game Cube, este ultimo usava um formato de arquivos exclusivos para o videogame.

DVD-ROM

Então veio o DVD com sua capacidade de 4,7GB, podendo chegar até 16GB com a versão DVD-18, mas mesmo assim o DVD só se popularizou até a versão DVD-9 de 8,54GB Dual Layer.  Da mesma forma que ocorreu com o CD, o DVD também começou a apresentar problemas de espaço, tendo que dividir jogos em mais de uma mídia. O DVD teve inicio no Playstation 2 e foi utilizado em outros videogames como Xbox e Xbox 360. É importante dizer que a partir dessa fase, os videogames começaram a ter pequenas funções de entretenimento, como por exemplo assistir filmes em DVD no Playstation 2. É claro que sempre houve formas de se converter vídeo e reproduzir no Playstation One, mas eram apenas “gambiarras” e a qualidade sempre foi grotesca.

Antes de falar em Blu-Ray, acho interessante comentar sobre a disputa que acabou colocando o Blu-Ray como o sucessor do DVD. A guerra era entre duas gigantes do mercado de Som e Tv, Sony com seu Blu-Ray e o HD-DVD da Toshiba. Acreditem ou não, o que definiu quem seria o sucessor do DVD, de certa forma foram os videogames. Quando a Microsoft desistiu de incluir o HD-DVD no Xbox 360 e resolveu manter o formato DVD, agora com dupla camada, e a Warner assinou contrato de exclusividade com o Blu-Ray, o tiro de misericórdia para a Toshiba foi a Sony anunciar o Playstation 3 com leitor e mídias Blu-Ray.

Blu-Ray

Nessa fase, entra a nova geração de videogames HD, com saídas prontas para as novas TVs de alta definição. Vale lembrar que o Xbox 360, por ser um pouco mais velho que o PS3, demorou um pouco mais para entrar na era HD, não tendo saída HDMI nas primeiras versões de seu console. Atualmente apenas o PS3 possui leitor de Blu-Ray e muito se especulou sobre a Microsoft adotar o formato em possíveis atualizações do seu videogame. Alguns jogos de Xbox 360 já apresentam o mesmo problema do CD-ROM e são vendidos em mais de uma mídia, como é o caso do Castlevania e o mais recente L.A. Noir. Este ultimo, por curiosidade também sofreu problemas de espaço com o Blu-Ray. A mídia comporta 25GB na sua versão normal e até 50GB na versão de dupla camada. Mesmo assim, de acordo com a produtora Rockstar, o jogo sofreu alguns cortes na história e muitas missões serão adicionadas posteriormente através de DLC , ou seja, por download.

Games por Download

O primeiro console totalmente sem mídia física foi o Zeebo. Uma parceria entre alguns países, incluindo o Brasil, lançou o videogame no mercado brasileiro pela Tectoy. O videogame tinha uma memória interna de 1GB para armazenar os jogos e conexão 3G, pela Claro no Brasil, para baixar os jogos da rede gratuita Zeebo. Infelizmente o videogame chegou um pouco tarde no mercado, com relação à lançamentos e gráficos e sofreu alguns cortes na biblioteca escassa e infeliz, tornando o fim do console algo esperado por todos. Infelizmente a idéia era boa mas não houve incentivo e apoio de grandes marcas de games e com tão poucos lançamentos o videogame foi praticamente natimorto. Outro videogame sem mídia física que também anunciou o seu fim foi o PSP Go. O Go foi uma tentativa infeliz da Sony em copiar o formato iTunes Store da Apple e vender a biblioteca do PSP direto pela PSN. Muitas pessoas acreditam que o futuro do videogame serão os jogos on-demand, ou seja, jogos pré instalados no console ou PC e com o conteúdo armazenado na nuvem, mas como a internet de altíssima velocidade ainda não é uma realidade na maioria dos países, e jogos atuais cada vez maiores, esse será um sonho ainda um pouco distante.