Arquivo da categoria ‘Fliperama’

Pronto pra mais uma aventura nerd, cheia de fios, plaquinhas, botões, dedos queimados com cola quente, papelão espalhados pela casa, horas procurando parafusos que rolaram pra baixo do sofá e muito, muito café???

Então chega mais Zequinha que agora eu inventei mais um projeto pras horas não tão vagas assim e dessa vez pretendo ir publicando todas as etapas conforme forem acontecendo. E a bola da vez é um Mini Arcade com uma Raspberry pi3, Yay! :-D

arcade01

Até o momento dessa publicação, eu juntei uma placa Raspberry Pi3, uma tela LCD TFT de 7 polegadas e um kit de controle arcade tipo sanwa (Aquele com bolinha vermelha no comando) e estou decidindo ainda qual será o material que irei utilizar para fazer o “gabinete”.

Muita coisa pode mudar, dependendo dos resultados, mas pretendo documentar tudo na medida do possível para facilitar o caminha árduo de quem pretende fazer o seu próprio  mini arcade. E para isso, até o final do projeto, irei publicar as etapas na pagina insertkoin no facebook que você pode acessar aqui: https://www.facebook.com/insertk0inarcade02

Decidi usar o facebook pela facilidade de ir publicando as fotos, vídeos e pequenos textos até ter o projeto devidamente pronto pra depois trazer para o blog o produto final. Então, acessa lá Zequinha e curte a pagina pra ficar mais fácil ver as atualizações, pois como tudo é imprevisível aqui na Insert Koin, vou postando sem agenda ou data fixa.

 

</Tief>

Anúncios

IMAG0368_preview_featured

Aproveitando o lançamento recente da nova Raspberry Pi 3 (29/02), resolvi adiantar esse post sobre as infinitas possibilidades de se divertir com essa plaquinha.

Mas afinal, que diabos é uma Raspberry Pi?

A Rpi ou Raspberry Pi é um computador mais ou menos do tamanho de um cartão de crédito que tem praticamente todas as funcionalidades básicas de um Desktop. Você pode navegar na internet, acessar o blog do Insert Koin :D, ver vídeos com resolução FullHD 1080, jogar jogos, programar, montar um mini servidor, ou seja, uma infinidade de possibilidades por um preço tão pequeno, quanto a própria placa. Ela foi desenvolvida pela Raspberry Pi Foundation no Reino Unido, com foco em ensinar básico de computação para crianças, bem como programação em Python e outras linguagens mais simples. Mas é claro que pra nós, gamers incondicionais, a melhor aplicação para ela é criar nosso próprio videogame multijogos!

-Nossa, que legal, vou vender o meu PC por mil cruzeiros e pegar uma plaquinha dessas“. Muita calma Zequinha! A placa ainda tem bastante limitações, começando que ela utiliza um processador SoC integrado com arquitetura ARM. Resumindo, você não vai poder instalar o Windows nela, por exemplo. Programas e jogos para Windows também não vai dar pra instalar nela.

-Ué! Então o que eu vou instalar nela?“. A Rpi geralmente utiliza sistema operacional baseado em Linux, específico para o tipo de arquitetura do processador dela. Mas Relaxem, ninguém aqui vai ter que virar expert em linux da noite pro dia pra poder aproveitar os benefícios dessa maravilha. (Alias, já seria uma boa ideia aproveitar pra conhecer um pouco do sistema ;)  )

-Mas no Mercado Livre tão dizendo que eu posso instalar o Windows 10 nela!” Muito cuidado com propagandas incompletas na hora de comprar. De fato, da pra instalar uma versão do Windows 10 na Rpi, mas não é o Windows 10 que você esta acostumado a usar no Desktop. É o Windows IoT ou Windows “Internet das Coisas”. Uma versão pra desenvolvedores que não tem nenhum programa instalado e não vai dar pra você ver Netflix com ele na TV ou jogar LoLzinho :´(

-O que vem nela? quanto tem de memória? Qual o tamanho do HD? Da pra fazer upgrade??” Calma, respira! Vamos por partes. Existem vários modelos, inclusive semana passada foi lançado o novo modelo Rpi 3 com alguma excelentes novidades, mas aqui nessa postagem eu vou falar sobre o modelo mais comercializado pelo custo x benefício e também a mais usada pelos gamers que é o modelo Raspberry Pi 2 B+.

 

Raspberry Pi 2 B+ 

Buy_Pi_Cover-01

Fazendo um resumo para se ter uma idéia, a RPi2 vem com um processador ARM Quadcore de 900MHz com memória de 1GB SDRAM. Possui 4 portas USB 2.0, uma entrada micro USB para alimentação (Fonte de 5v, de preferencia aquelas usadas para Tablets), saída de vídeo HDMI e uma saída de áudio + vídeo com conector 3.5mm Jack (Modelo fone de ouvido) e placa de rede 10/100.
Não existe um “upgrade” de memória, mas é possível fazer overclock na placa. Dependendo do overclock, você vai perder a garantia, mas pra jogos clássicos até o PSone você vai conseguir rodar sem problema nenhuma com a configuração de fábrica dela.
Com relação à armazenamento, a RPi não possui “memória interna”. No caso da RPi2, placa utiliza cartão microSD e o recomendado (e testado) é utilizar cartões classe 10. É possível utilizar HD Externo, mas alem de consumir energia excessiva da sua placa, vai matar o conceito “minimalista” dela e sinceramente, se você não se preocupa tanto com os jogos de PSOne, um cartão de 32GB vai ser ultra suficiente!

Agora que você já tem a noção básica da placa, algumas dicas simples que vão te ajudar a evitar dores de cabeça:Raspi-PGB001

– Utilize fontes boas e de preferencia acima de 2000mA (geralmente são as fontes recomendadas para Tablets) para evitar queda na alimentação da placa, principalmente se você pretende utilizar controles Bluetooth e conexão Wifi através de adaptadores USB. É fácil saber se a alimentação está baixa, vai aparecer um quadradinho colorido no canto superior direito da TV.

– Evite ao máximo desligar a sua RPi diretamente da energia com o sistema rodando. Como a “HD” da sua placa é um cartão de memória, se o sistema não for desligado corretamente, em alguns casos pode corromper o conteúdo do cartão e até mesmo danificar PERMANENTEMENTE o seu microSD. Pra evitar problema, utilize a opção “Shutdown System” pelo botão “Select” do sistema Recalbox, por exemplo, e espere até ficar somente o led vermelho aceso na placa.

– A RPi não tem “BIOS” e o sistema todo fica no cartão de memória, então não tenha medo de experimentar TODOS os sistemas desenvolvidos para ela, sem o risco de “brickar” a sua placa, como acontece em celulares, tablets e outros aparelhos com Android. O máximo que pode acontecer é você cagar no sistema operacional e ter que re-instalar tudo de novo. O único risco é bagunçar com overclock e overvoltage ou usar fontes incompatíveis, ou soldar fios (Vai saber) onde não deveria.

– A RPi possui “Pinos” chamados de GPIOs que servem para uma infinidade de coisas, desde ligar um LED pisca-pisca até montar um Robo Reploid Demoníaco para escravizar a humanidade. Claro que aqui, futuramente, eu pretendo colocar um tutorial de como montar na unha o seu próprio controle arcade utilizando essa conexão.

– A placa possui suporte para conectar câmeras e displays LCDs direto nela. Com um display de 3,5″ e botões utilizando a GPIO, da até pra montar um portátil bem bacana. Mas honestamente eu não tentei, por enquanto, por falta de materiai$ e$pecífico$.

O Sistema (de games) operacional

 

recalboxlogo

 

O sistema que eu utilizo atualmente é o Recalbox v3.3.0-beta17. Hoje o sistema está na versão 4.0.0 beta-1 e está com pequenos bugs, principalmente no controle original de PS3, então por isso eu preferi ficar com a versão anterior e esperar corrigir esses bugs antes de atualizar. Por isso eu recomendo ter mais de um cartão de memória e testar sempre a nova versão num cartão mais básico (Eu uso um cartão simples de 8Gb que custou 20 cruzeiros) e ver se está tudo OK antes de sair atualizando o seu cartão principal e se arrepender do trabalhão que vai ter para instalar o antigo novamente.

-Tá, tiozão. E como funciona essa parada? É só instalar e ta pronto?” Praticamente isso!!! Os sistemas pra RPi, na grande maioria, já vem pré configurado pra placa. Uma vez que quase todos os componentes são sempre o mesmo, o sistema não tem a dificuldade que teria um linux normal de armazenar milhares de drivers pra milhares de componentes e dispositivos de um PC comum. O sistema de games geralmente é composto por uma distribuição base linux com o mínimo necessário para rodar todos os recursos da placa, uma interface gráfica minima que no caso do Recalbox é o frontend de emuladores Emulationstation 2.0 e os emuladores instalados nela.

Eu entendi mais ou menos com essa sua explicação, mas me fala o que interessa mesmo. Que diabos eu vou poder jogar nesse treco????” Muito bem Juquinha, vamos ao que interessa então. Imagina um sistema que você liga e em menos de 20 segundos cai numa tela de escolha com todos os principais emuladores dos melhores videogames da era dourada 8-16 (e até 32) bits?
No caso do Recalbox, o sistema já trás instalado e configurado emuladores para jogar jogos de Arcade, Nintendinho, Super Nintendo, Playstation one, Game Boy/ Color, Atari, PCs antigos, Sega CD, Virtual Boy, Mastersystem, Megadrive, NeoGeo, Game Boy Advance, alguns jogos do bugadíssimo emulador de Nintendo 64 e muitos emuladores antigos.

Instalação do sistema

Suponhamos que você já colocou a mão na sua plaquinha, seja pelo Mercado Livre, Ali-express, whatever. O que você vai precisar para montar o seu microgame é:

– Uma placa RPi, de preferencia a Raspberry pi 2;
– Um cartão de memória microSD, de preferencia original classe 10;
– Um controle USB genérico ou Um controle PS3 mais um adaptador Bluetooth USB (no meu caso);
– Uma fonte conector micro USB (de celular) 5v com pelo menos 2000mA
– Um cabo HDMI e obviamente a TV.

hardware

Você pode também querer adicionar um teclado USB caso queira facilitar na hora de ajustar os nomes e as capinhas dos jogos (Scrape) e um adaptador WiFi USB pra facilitar na hora de transferir jogos, baixar updates, se aventurar a jogar online (Nunca tentei) e baixar as capinhas dos jogos (Scrape)

A instalação é muito simples, até para quem nunca utilizou Linux. E sinceramente, o sistema é tão transparente e tão funcionou, que é mais simples que navegar no menu do playstation 4 :P

Acesse o site do projeto Recalbox e procure pelo link DIY Recalbox.

Quem tiver um bom inglês, pode aproveitar o site do projeto para conhecer melhor o sistema. Lá tem bastante vídeos e fotos pra despertar a sua criatividade na hora de fazer um case para o seu microgame.

Na página DYI, procure pelo Link do Github de releases das versões no Step 2. Baixe a versão ZIP do Recalbox (Eu ainda prefiro utilizar a versão recalboxOS v3.3.0-beta17 até o momento da postagem) e descompacte em alguma pasta do seu computador.recalpage

Com um adaptador para cartão microSD, copie os arquivos que você extraiu para o cartão devidamente formatado. Não copiei a pasta inteira para o cartão, a estrutura deve ser a mesma que estava dentro do arquivo ZIP, ou seja, os arquivos devem ficar na raiz do seu cartão. Uma forma até mais prática é extrair o arquivo ZIP direto no cartão.

cardmini

Coloque o cartão na sua RPi e ligue o cabo de força.

Aguarde mais ou menos 5 minutos para que o sistema seja instalado e assim que ele reiniciar, vai estar pronto para configurar o controle e colocar os jogos (Roms).

Quando finalizar a instalação, o sistema vai iniciar direto na tela do emulador do Super Nintendo e uma musica nostálgica (Tema do Zelda) vai encher os seus ouvidos de emoção.

maxresdefault

E ai?? Já posso por o controle e jogar???” Praticamente! A grande maioria dos controles USBs já vem pré configurados no layout do controle do Super Nintendo. Pra configurar o controle do PS3, basta conectar ele desligado na RPi pelo cabo USB e apertar o botão PS. Depois de 10 segundos, retire o cabo do controle e aperte o PS novamente. Tão simples quanto configurar o controle no próprio PS3!!! O Recalbox já vem com alguns joguinhos FREE e você pode testar alguns emuladores antes mesmo de colocar os seus próprios jogos.

Como colocar os jogos no Recalbox?

O Recalbox cria uma pasta compartilhada por rede onde você vai encontrar as seguintes subpastas:

Bios (Alguns emuladores precisam dos arquivos de BIOS para funcionar)
Roms (Aqui você colocar as suas roms)
Saves (Aqui ficam os arquivos de saves e savestate de todos os emuladores)
Screenshots (Aqui ficam as screenshots tiradas durante os jogos)
System (Arquivos de configuração)
Xbmc-Movies (Aqui você pode colocar videos para assistir no mediaplayer Kodi)
Xbmc-Music (Aqui você pode colocar musicas para ouvir no mediaplayer Kodi)
Xbmc-Pictures (Aqui você pode colocar imagens para visualizar no mediaplayer Kodi)

No windows, para acessar as pastas compartilhadas, no menu executar, digite \\RECALBOX\ ou acesse o menu de configuração de rede no Recalbox (Aperte Start na tela inicial e escolha Network Settings) e anote o endereço de IP. Em seguida, digite o endereço IP no menu executar, por exemplo \\192.168.1.101\

Dentra da pasta /roms, você irá encontrar uma pasta para cada emulador, por exemplo “/nes” para Nintendinho, “snes” para Super Nintendo, etc. Coloque as roms dentro de cada pasta específica e reinicie o sistema (Aperte Select na home e selecione Restart System).

Pronto! Os jogos já deverão estar disponíveis e você já pode se matar de jogar os clássicos em tela grande na sua TV!

</ Tief >

 

*Edit: Comecei um novo projeto com uma Raspberry pi3 e se quiser acompanhar, estou publicando todas as etapas aqui na pagina do facebook. Assim que finalizar o projeto, farei uma publicação completa no blog como de praxe ;-]

Fala Zequinha, ta cansado de Pular Carnaval?

O que… Não saiu de casa?…

Prefere pular apertando o “X”?…

Bom, então eu tenho uma solução rápida aqui pra quem tem um dispositivo Android (Tablet é uma boa ideia pelo tamanho da tela) e um controle de Ps3 ou Ps4 e quer aproveitar pra jogar game de verdade da era sagrada 8-16bits.

insertk01

Android-RootPrimeiramente, pra que o app responsável por parear o controle com o dispositivo funcione, o Android deve ter acesso “root”. Infelizmente não vou conseguir colocar
informações de como fazer root no seu aparelho, porque cada modelo tem a sua forma diferente. Mas não se preocupe, 15 minutinhos de conversa com o tio Google e esse caso estará resolvido.

 

O App que vamos usar para configurar o controle é o Sixaxis Controller.

unnamedO Sixaxis Controller é um app pago (cerca de R$5,90), mas que vale cada centavo. É claro que sempre é possível encontrar alternativas para se instalar uma versão não-paga por fora da Google Play Store, mas cuidado com app fakes e vírus que no final acaba saindo mais caro que a conta :P

Antes de sair comprando o app, vale a pena testar a compatibilidade do seu aparelho com o aplicativo. Em alguns casos, não é possível parear o controle através do bluetooth do aparelho, outras vezes é porque o dispositivo não está com o root habilitado. Para testar o seu dispositivo, baixe o app Sixaxis Compatibility Checker de graça na Play Store.

Como eu testo o controle se meu aparelho não tem entrada USB que eu possa conectá-lo? Pra isso, vamos usar o programa SixaxisPairTool  que a própria empresa do app disponibiliza no seu site.

 

Hora de cozinhar nosso bolo:

Para nossa receita vamos usar:

 

1 – Primeira Etapa: Testando o dispositivo e preparando o controle:

Instale o app para testar a compatibilidade do seu dispositivo.

Ao abrir o app, será exibida uma mensagem de que o app irá testar a compatibilidade e na próxima tela começara a aparecer algumas linhas indicando o status do seu dispositivo.

No caso do print acima, o meu celular não tinha root propositalmente e a mensagem “Could no start driver. Check that your device is rooted.” Se isso aparecer pra você, melhor verificar se realmente o seu aparelho tem root.

Caso contrário, irá aparecer um popup do seu aplicativo de root (No meu caso apareceu o SuperSu) perguntando se deseja autorizar o app.src01

Aperte “START” e após autorizar o app, este aviso deverá aparecer se tudo correr bem.

 

Agora que você sabe que o controle é compatível, pode instalar o Sixaxis Controller, abra o app e após estar pronto, anote o endereço físico do bluetooth do seu dispositivo (MAC Address) que aparece no final do app (Local Bluetooth Address) conforme a imagem abaixo:

src3

 

Agora baixe e instale de acordo com seu sistema operacional, o programa SixaxisPairTool. Em alguns casos, durante a instalação, vai ser necessário instalar junto o Microsoft Visual Studio 2010. Siga os passos do famoso “avança>avança>conclui” e em seguida a janela do programa deve aparecer. Só pra garantir, instale o programa já com o seu controle conectado ao PC, mas caso não tenha feito, conect agora e ele irá instalar os drivers.

Após instalado os drivers, a seguinte janelinha irá aparecer:

src4

Current Master é o endereço que está definido no seu controle atualmente. Muito provavelmente o seu PS3.

Change Master é onde iremos inserir o endereço do seu dispositivo, aquele mesmo que aparece no app que vimos antes e que você anotou. certo? Não? Então pega lá o diacho do seu tablet e volta aqui que eu espero :P

sr5

Clique em update e Voilà, o novo mestre do seu controle agora é o seu dispositivo Android! Nunca mais ele irá obedecer o seu PS# e será escrava para sempre do robozinho verde..sacanagem hahha. Pra voltar a usar no PS3 ou PS4, é só plugar novamente no videogame e apertar o botão PS. Claro, se você só tem um controle, toda vez que mudar o master dele, vai ter que voltar aqui e fazer essa etapa de novo, então deixe o programinha instalado e se acostume bem com essa tela.

 

2 – Segunda Etapa: Conectando o controle no App e testando o layout

Com o app Sixaxis Controller aberto, clique em Start e Aguarde a mensagem “Successfully configured bluetooth. Listening for controllers”, conforme os prints abaixo:

Aperte o PS do seu controle, cruze os dedos e aguarde os indicadores pararem de piscar e ficar apenas 1 led aceso. Em seguida a mensagem com as informações do controle já deverão aparecer no app, igual ao print abaixo:

src7

Parabéns Zequinha!!!! Seu controle foi conectado com sucesso e já pode ser usado até pra controlar a tela do seu dispositivo. Agora só falta clicar no botão “Change IME” e escolher o seu controle na lista.

Finalizando

Importante! Esse app deve aberto para que funcione o controle com os outros apps. Basta apertar o botão “Home” do seu dispositivo e abrir o app que quer usar o controle. Um ícone deve ficar na barra superior indicando que o app está rodando em segundo plano. Quando não quiser mais usar o controle, aperte o botão “STOP”.

A maioria dos emuladores funcionam nativamente com o app, mas se estiver em dúvidas sobre qual usar, aconselho instalar o ClassicBoy e para fliperama de buteco, você pode usar o Mame4all que também funciona numa boa. Ambos os emuladores são gratuitos, mas o Classicboy precisa liberar a versão full para salvar o state durante o jogo.

Na próxima receita, vou explicar como configurar corretamente os dois emuladores para usar o controle e tirar os botões da tela, já que você não vai mais precisar usar o touchscreen (Graças aos deuses da programação!!!).

hqdefault

Espero que tenha salvo o pouquinho que sobrou do seu carnaval e até a próxima postagem!

</ Tief >

 

Castlevania finalmente para PC

Publicado: 1 de agosto de 2013 por tiefz em Fliperama

20130801-220440.jpg

Enquanto não sai a tão esperada seqüência de LoS para os consoles, olha só quem resolveu dar as caras na Steam para PC. Castlevania – Lords of Shadow antes tarde “Dukenukem”!

Ô loco, da hora esse vídeo de Assassin’s Creed em Live-action. Mas aí, eu já vi aqui em São Paulo uns caras saltarem e correrem assim, geralmente levando o celular de alguém no centro HAHA. Taí a sugestão ó, TROMBADINHA’S CREED: Você controla Ézio Salvador e pode ser em São Paulo mesmo, aqui o que não falta é gente desnorteada na rua, polícia incompetente e viela!

Lembra quando sua mãe mandava você desligar o videogame para comer, ou tomar banho ou ir dormir? E ela dizia “Larga esse troço e que você ainda vai morrer na frente disso!”. Pois bem, no final, ela tinha razão!

No ultimo final de semana, Diablo o Senhor do Terror ceifou a vida de sua primeira vítima! Brincadeiras à parte, dessa vez um norte-americano Russel Shirley de 32 anos (É, não foi um chinês dessa vez!) foi encontrado morto em sua casa por colegas de trabalho depois de uma maratona de 3 dias no final de semana passado.

Mas afinal de contas, não é lenda “morrer jogando”?

Infelizmente não e é muito mais comum do que se imagina. Mas como alguém morre jogando? Headshot? De raiva de perder pra cheaters e campers? Na verdade, a maioria dos casos é relatada como ataque cardíaco. Mas antes que você pense que é muito novo para ter um ataque cardíaco, existe um outro fator por trás disso que vem a causar o tal ataque, uma problema chamado Trombose venosa profunda.

 

Trombose venosa profunda ou TVP é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda. Ou seja, o sangue se coagula em alguma região do corpo, muito mais comum nas pernas e pélvis e acaba entupindo uma veia principal do corpo forçando o coração a bater com mais força e geralmente causando a parada cardíaca. Algumas vezes esse coágulo vai parar no pulmão, causando uma embolia pulmonar. Nesse caso, o pulmão entupido pelo coágulo para de oxigenar o sangue e como muitas vezes os sintomas são imperceptíveis, isto pode desde não ser percebido até provocar morte súbita. O caso é mais comum do que se imagina, e foi um fato que correu com muita frequência nos primeiros voos internacionais onde as pessoas passavam mais de 5 horas na mesma posição sem se movimentar. No caso dos gamers, é mesmo muito comum ficar mais de 5 ou 6 horas na mesma posição na cadeira sem se mover e é ai onde mora o perigo. A má circulação do sangue nas pernas acaba causando a coagulação do mesmo em veias mais grossas criando o coágulo sanguíneo ou “trombo” e bem, o resto agora vocês já sabem. Então não é necessário 2 ou 3 dias de jogatina seguidas para matar alguém, bastam algumas horas na mesma posição para se ter um grande risco de TVP. Eu mesmo passei 13 horas jogando Diablo 3 essa semana (no final das minhas férias L )e sei que é muito fácil se perder nesse mundo virtual, ainda mais quando todo o destino da humanidade está em suas mãos e blábláblá, mas o truque está em levantar e se movimentar, dando uma pausa a cada duas horas de jogo direto (Ok, ok… eu sei que as vezes eu passo de duas horas, mas sempre faço essa pausa! Alias, to pausando aqui escrevendo no blog mas já já volto a jogar).

Bom, fica a dica e lembrem-se, “Na vida real, não tem continue e nem respawn!”

“I’m too young to die” – Doom / “Can I play, Daddy?” – Wolfenstein 3D / Piece of Cake – Duke 3D


Essas frases eram as que eu mais escolhia quando começava a jogar Doom ou Duke Nukem a quase 20 anos atrás. Resolvi escrever esse post apenas para expressar minhas teorias sobre a evolução da dificuldade dos games atuais em comparação às primeiras plataformas de videogames caseiros.

Tenho percebido que nas ultimas gerações, os games tem ficado cada vez mais fáceis e que dificil hoje em dia é ver a tela de “Game Over”. Tudo bem que possa parecer exageiro da minha parte, mas quem viveu a era de ouro do NES sabe muit

o bem o que eu estou falando. Não vou voltar ao inicio dos games, pegando de exemplo o Atari, pois os games daquela época não tinham final e o objetivo era unicamente “beat my score”, se focando em pontuação e a dificuldade era necessária, tendo em vista que um jogo de fases “infinitas” se tornaria um tedio sem o desafio à altura do jogador.

No meu caso, a necessidade de se terminar um jogo tomou forma em games como Ninja Gaiden para o Nes. NG foi o primeiro game com “history line” que eu joguei no NES. E que história! Logo na abertura você tinha um cenário tipico de batalhas ninja, com dois oponentes frente à frente prontos para se atacarem. Os dois correm em direção um ao outro, pulam e as espadas se cruzam fazendo aquele barulho característico (de espadas 8bits, risos) e os dois caem no chão em pé. Logo um dos ninjas tomba e tem início a aventura de Ryu Hayabusa, o filho do ninja derrotado que recebe a espada do pai.
Ok, com uma história como essa, era impossível não jogar o game motivado a terminar a historia e assistir ao merecido final, certo? Pois bem, peguei esse jogo como exemplo porque ele representa exatamente o que eu quero mostrar. Ninja Gaiden foi o game mais hardcore que eu me atrevi a tentar terminar a qualquer custo. Tudo bem que exitiram games muito mais impossíveis no NES, mas esse tinha história, animações entre cada fase e um personagem carismático com uma espada especial. Confesso que não consegui terminar o game no NES em mais de 3 anos jogando. Nunca passei do ultimo chefão que aparecia em tres formas e na sua ultima eu já não tinha mais do que uma barrinha mediocre de vida.

O primeiro jogo que eu terminei foi Robocop. Tinha uma historia parecida com a do filme e tinha uma sequencia de imagens no final que na epoca valeram a pena. Tive uma sensação de missão cumprida e derrepente comecei a ter como objetivo terminar todos os games que eu pegava na mão. Tinha até um caderninho com uma lista de jogos terminados e de jogos pela metade com password e tudo mais. Levei muita surra e dei muita surra (no controle, coitado) e toda vez que terminava um jogo eu respirava aliviado com a sensação de ter saido de um campeonato de vale tudo, sem os dentes e com a cara toda arrebentada. Era o nirvana em 16 cores.

Com a chegada da geração Hollywood-like games do Playstation, notei que a maioria dos jogos tinham opções muito fáceis à disposição do jogador. Era desafiador mas em alguns momentos eram tão fáceis que a unica dificuldade era tentar morrer de propósito. Percebi que essa característica veio junto com a complexidade do enredo do jogo. Quanto mais completo era o roteiro, mais facil era o gameplay. Talvez os desenvolvedores de jogos tiveram tanto trabalho em desenvolver a “historiline” que seria um disperdício deixar o jogo muito dificil a ponto do jogador desistir sem fazer final.

Dificuldade de games é algo complexo de se abordar em apenas um post e com pouco material de pesquisa. Existem centenas de fatores que podem contribuir pro jogo ser dificil e nem ao menos fazem parte do nível de desafio, como por exemplo, fases “bugadas” ou cameras horríveis que tiram o foco do ponto principal do games, fazendo você cair de uma plataforma por exemplo. Existe o caso de games onde a dificuldade é “bipolar” e em um momento o jogo é impossível, no outro é extremamente fácil. Há jogos com opção de dificuldade descontrolada, onde o fácil é ridiculo e o dificil é extremamente impossível.

Um exemplo de um jogo onde a dificuldade é balanceada porém o personagem é “imortal” é o “Prince of Persia” de 2008. Você irá notar que nesse jogo, a tela de Game Over foi literalmente tirada de cena. O personagem não morre, por mais que você caia de alturas imensas, sempre Elika irá te salvar. Aparentemente o jogo foi desenvolvido sem game over pois a equipe de produção acha que a tela de game over pode ser frustrante pro jogador (pasmei). Existem vários jogos onde “não se morre”, como por exemplo a franquia Lego (Batman, Star Wars, Piratas do Caribe, etc…)

Só pra concluir meu post, minha opinião é que jogos ficaram mais fáceis à medida que o enredo ficou mais rico e o consumo de games casuais aumentou, como por exemplo, jogos para celulares e portáteis, onde a pessoa não tem muito tempo para se matar em jogos difíceis e demorados. Eu particularmente prefiro sempre começar um jogo no Easy e ver toda a história do jogo, pra só depois jogar no extra hard pra conseguir todos os troféus.

Aqui vai uma lista dos games mais difíceis de todos os tempos, de acordo com uma enquete feita na Gametrailers:

Top 10 do controle na parede!

10. Contra (NES)
09. Zelda II: The Adventure of Link (NES)
08. Castelvania (NES)
07. Devil May Cry 3 (PS2)
06. Shinobi (PS2)
05. Ikaruga (GC e XBLA)
04. F-Zero GX (GC)
03. The Ninja Gaiden Series
02. The Ghouls & Ghost Series
01. Battletoads (NES)

Tief

Ninja Gaiden I (SNES version)

Ninja Gaiden