Os jogos estão ficando moles ou eu que estou cada dia mais viciado? Games “Very Easy X Extreme Hardcore”

Publicado: 31 de agosto de 2011 por tiefz em Fliperama
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“I’m too young to die” – Doom / “Can I play, Daddy?” – Wolfenstein 3D / Piece of Cake – Duke 3D


Essas frases eram as que eu mais escolhia quando começava a jogar Doom ou Duke Nukem a quase 20 anos atrás. Resolvi escrever esse post apenas para expressar minhas teorias sobre a evolução da dificuldade dos games atuais em comparação às primeiras plataformas de videogames caseiros.

Tenho percebido que nas ultimas gerações, os games tem ficado cada vez mais fáceis e que dificil hoje em dia é ver a tela de “Game Over”. Tudo bem que possa parecer exageiro da minha parte, mas quem viveu a era de ouro do NES sabe muit

o bem o que eu estou falando. Não vou voltar ao inicio dos games, pegando de exemplo o Atari, pois os games daquela época não tinham final e o objetivo era unicamente “beat my score”, se focando em pontuação e a dificuldade era necessária, tendo em vista que um jogo de fases “infinitas” se tornaria um tedio sem o desafio à altura do jogador.

No meu caso, a necessidade de se terminar um jogo tomou forma em games como Ninja Gaiden para o Nes. NG foi o primeiro game com “history line” que eu joguei no NES. E que história! Logo na abertura você tinha um cenário tipico de batalhas ninja, com dois oponentes frente à frente prontos para se atacarem. Os dois correm em direção um ao outro, pulam e as espadas se cruzam fazendo aquele barulho característico (de espadas 8bits, risos) e os dois caem no chão em pé. Logo um dos ninjas tomba e tem início a aventura de Ryu Hayabusa, o filho do ninja derrotado que recebe a espada do pai.
Ok, com uma história como essa, era impossível não jogar o game motivado a terminar a historia e assistir ao merecido final, certo? Pois bem, peguei esse jogo como exemplo porque ele representa exatamente o que eu quero mostrar. Ninja Gaiden foi o game mais hardcore que eu me atrevi a tentar terminar a qualquer custo. Tudo bem que exitiram games muito mais impossíveis no NES, mas esse tinha história, animações entre cada fase e um personagem carismático com uma espada especial. Confesso que não consegui terminar o game no NES em mais de 3 anos jogando. Nunca passei do ultimo chefão que aparecia em tres formas e na sua ultima eu já não tinha mais do que uma barrinha mediocre de vida.

O primeiro jogo que eu terminei foi Robocop. Tinha uma historia parecida com a do filme e tinha uma sequencia de imagens no final que na epoca valeram a pena. Tive uma sensação de missão cumprida e derrepente comecei a ter como objetivo terminar todos os games que eu pegava na mão. Tinha até um caderninho com uma lista de jogos terminados e de jogos pela metade com password e tudo mais. Levei muita surra e dei muita surra (no controle, coitado) e toda vez que terminava um jogo eu respirava aliviado com a sensação de ter saido de um campeonato de vale tudo, sem os dentes e com a cara toda arrebentada. Era o nirvana em 16 cores.

Com a chegada da geração Hollywood-like games do Playstation, notei que a maioria dos jogos tinham opções muito fáceis à disposição do jogador. Era desafiador mas em alguns momentos eram tão fáceis que a unica dificuldade era tentar morrer de propósito. Percebi que essa característica veio junto com a complexidade do enredo do jogo. Quanto mais completo era o roteiro, mais facil era o gameplay. Talvez os desenvolvedores de jogos tiveram tanto trabalho em desenvolver a “historiline” que seria um disperdício deixar o jogo muito dificil a ponto do jogador desistir sem fazer final.

Dificuldade de games é algo complexo de se abordar em apenas um post e com pouco material de pesquisa. Existem centenas de fatores que podem contribuir pro jogo ser dificil e nem ao menos fazem parte do nível de desafio, como por exemplo, fases “bugadas” ou cameras horríveis que tiram o foco do ponto principal do games, fazendo você cair de uma plataforma por exemplo. Existe o caso de games onde a dificuldade é “bipolar” e em um momento o jogo é impossível, no outro é extremamente fácil. Há jogos com opção de dificuldade descontrolada, onde o fácil é ridiculo e o dificil é extremamente impossível.

Um exemplo de um jogo onde a dificuldade é balanceada porém o personagem é “imortal” é o “Prince of Persia” de 2008. Você irá notar que nesse jogo, a tela de Game Over foi literalmente tirada de cena. O personagem não morre, por mais que você caia de alturas imensas, sempre Elika irá te salvar. Aparentemente o jogo foi desenvolvido sem game over pois a equipe de produção acha que a tela de game over pode ser frustrante pro jogador (pasmei). Existem vários jogos onde “não se morre”, como por exemplo a franquia Lego (Batman, Star Wars, Piratas do Caribe, etc…)

Só pra concluir meu post, minha opinião é que jogos ficaram mais fáceis à medida que o enredo ficou mais rico e o consumo de games casuais aumentou, como por exemplo, jogos para celulares e portáteis, onde a pessoa não tem muito tempo para se matar em jogos difíceis e demorados. Eu particularmente prefiro sempre começar um jogo no Easy e ver toda a história do jogo, pra só depois jogar no extra hard pra conseguir todos os troféus.

Aqui vai uma lista dos games mais difíceis de todos os tempos, de acordo com uma enquete feita na Gametrailers:

Top 10 do controle na parede!

10. Contra (NES)
09. Zelda II: The Adventure of Link (NES)
08. Castelvania (NES)
07. Devil May Cry 3 (PS2)
06. Shinobi (PS2)
05. Ikaruga (GC e XBLA)
04. F-Zero GX (GC)
03. The Ninja Gaiden Series
02. The Ghouls & Ghost Series
01. Battletoads (NES)

Tief

Ninja Gaiden I (SNES version)

Ninja Gaiden

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comentários
  1. Renan disse:

    Concordo que Ninja Gaiden 1 é o jogo mais dificil que terminei naquela epoca no NES. No final tinha que passar por uma fase ultradificil, para pelo menos ver os três chefes finais. Agora para “facilitar” tinha que mata-los, em sequencia, sem direito a reforço de energia e poder de magia! E se você perdesse voltava pro início da última fase ultradificil para repetir todo ciclo. Até seus Continues acabarem. Mesmo não lendo inglês naquela epoca, as cenas entre uma fase e outra eram uma recompensa pelo esforço. Questão de honra e insanidade ver o final da estória !
    Ninja Gaiden 2, eu já tive este cartucho e o terminei na epoca, mais fácil que o Ninja Gaiden 1.
    Ninja Gaiden 3, esse foi “mamão-com-açucar” comparado em dificuldade com os dois antecessores. Gráficos melhores e bem mais fácil que Ninja Gaiden 1.

    Battletoads, na epoca terminei com cartucho alugado/emprestado. Vinha até a molecada da vizinhança ver “aquele que termina o battletoads do nintendinho”. E eu nem fiz propaganda. Foi um contando pro outro, alguns eu nem conhecia, outros com certeza só acreditaram vendo. Todos de olho na TV, embasbacados com meu avanço, onde eles desistiram. O ano era 1992. Este é o SEGUNDO JOGO MAIS DIFICIL DO NES, na minha opinião, só perdendo para Ninja Gaiden 1.

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