Arquivo de agosto, 2011

“I’m too young to die” – Doom / “Can I play, Daddy?” – Wolfenstein 3D / Piece of Cake – Duke 3D


Essas frases eram as que eu mais escolhia quando começava a jogar Doom ou Duke Nukem a quase 20 anos atrás. Resolvi escrever esse post apenas para expressar minhas teorias sobre a evolução da dificuldade dos games atuais em comparação às primeiras plataformas de videogames caseiros.

Tenho percebido que nas ultimas gerações, os games tem ficado cada vez mais fáceis e que dificil hoje em dia é ver a tela de “Game Over”. Tudo bem que possa parecer exageiro da minha parte, mas quem viveu a era de ouro do NES sabe muit

o bem o que eu estou falando. Não vou voltar ao inicio dos games, pegando de exemplo o Atari, pois os games daquela época não tinham final e o objetivo era unicamente “beat my score”, se focando em pontuação e a dificuldade era necessária, tendo em vista que um jogo de fases “infinitas” se tornaria um tedio sem o desafio à altura do jogador.

No meu caso, a necessidade de se terminar um jogo tomou forma em games como Ninja Gaiden para o Nes. NG foi o primeiro game com “history line” que eu joguei no NES. E que história! Logo na abertura você tinha um cenário tipico de batalhas ninja, com dois oponentes frente à frente prontos para se atacarem. Os dois correm em direção um ao outro, pulam e as espadas se cruzam fazendo aquele barulho característico (de espadas 8bits, risos) e os dois caem no chão em pé. Logo um dos ninjas tomba e tem início a aventura de Ryu Hayabusa, o filho do ninja derrotado que recebe a espada do pai.
Ok, com uma história como essa, era impossível não jogar o game motivado a terminar a historia e assistir ao merecido final, certo? Pois bem, peguei esse jogo como exemplo porque ele representa exatamente o que eu quero mostrar. Ninja Gaiden foi o game mais hardcore que eu me atrevi a tentar terminar a qualquer custo. Tudo bem que exitiram games muito mais impossíveis no NES, mas esse tinha história, animações entre cada fase e um personagem carismático com uma espada especial. Confesso que não consegui terminar o game no NES em mais de 3 anos jogando. Nunca passei do ultimo chefão que aparecia em tres formas e na sua ultima eu já não tinha mais do que uma barrinha mediocre de vida.

O primeiro jogo que eu terminei foi Robocop. Tinha uma historia parecida com a do filme e tinha uma sequencia de imagens no final que na epoca valeram a pena. Tive uma sensação de missão cumprida e derrepente comecei a ter como objetivo terminar todos os games que eu pegava na mão. Tinha até um caderninho com uma lista de jogos terminados e de jogos pela metade com password e tudo mais. Levei muita surra e dei muita surra (no controle, coitado) e toda vez que terminava um jogo eu respirava aliviado com a sensação de ter saido de um campeonato de vale tudo, sem os dentes e com a cara toda arrebentada. Era o nirvana em 16 cores.

Com a chegada da geração Hollywood-like games do Playstation, notei que a maioria dos jogos tinham opções muito fáceis à disposição do jogador. Era desafiador mas em alguns momentos eram tão fáceis que a unica dificuldade era tentar morrer de propósito. Percebi que essa característica veio junto com a complexidade do enredo do jogo. Quanto mais completo era o roteiro, mais facil era o gameplay. Talvez os desenvolvedores de jogos tiveram tanto trabalho em desenvolver a “historiline” que seria um disperdício deixar o jogo muito dificil a ponto do jogador desistir sem fazer final.

Dificuldade de games é algo complexo de se abordar em apenas um post e com pouco material de pesquisa. Existem centenas de fatores que podem contribuir pro jogo ser dificil e nem ao menos fazem parte do nível de desafio, como por exemplo, fases “bugadas” ou cameras horríveis que tiram o foco do ponto principal do games, fazendo você cair de uma plataforma por exemplo. Existe o caso de games onde a dificuldade é “bipolar” e em um momento o jogo é impossível, no outro é extremamente fácil. Há jogos com opção de dificuldade descontrolada, onde o fácil é ridiculo e o dificil é extremamente impossível.

Um exemplo de um jogo onde a dificuldade é balanceada porém o personagem é “imortal” é o “Prince of Persia” de 2008. Você irá notar que nesse jogo, a tela de Game Over foi literalmente tirada de cena. O personagem não morre, por mais que você caia de alturas imensas, sempre Elika irá te salvar. Aparentemente o jogo foi desenvolvido sem game over pois a equipe de produção acha que a tela de game over pode ser frustrante pro jogador (pasmei). Existem vários jogos onde “não se morre”, como por exemplo a franquia Lego (Batman, Star Wars, Piratas do Caribe, etc…)

Só pra concluir meu post, minha opinião é que jogos ficaram mais fáceis à medida que o enredo ficou mais rico e o consumo de games casuais aumentou, como por exemplo, jogos para celulares e portáteis, onde a pessoa não tem muito tempo para se matar em jogos difíceis e demorados. Eu particularmente prefiro sempre começar um jogo no Easy e ver toda a história do jogo, pra só depois jogar no extra hard pra conseguir todos os troféus.

Aqui vai uma lista dos games mais difíceis de todos os tempos, de acordo com uma enquete feita na Gametrailers:

Top 10 do controle na parede!

10. Contra (NES)
09. Zelda II: The Adventure of Link (NES)
08. Castelvania (NES)
07. Devil May Cry 3 (PS2)
06. Shinobi (PS2)
05. Ikaruga (GC e XBLA)
04. F-Zero GX (GC)
03. The Ninja Gaiden Series
02. The Ghouls & Ghost Series
01. Battletoads (NES)

Tief

Ninja Gaiden I (SNES version)

Ninja Gaiden

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Semana passada me convidaram pra um sorteio de 10 iPads 2ª geração 3G 64GB, numa promoção da suposta página oficial da Apple inc. No Facebook. Para ganhar o tão sonhado tablet da Apple, bastava você marcar presença no convite e “curtir” a página aparentemente oficial da Apple no Facebook.

Na hora eu fiz o que sempre faço quando me mandam convites pelo facebook – nada! Anos de internet me transformaram no cético virtual, o verdadeiro ateu das promoções e facilidades milagrosas da internet. Mas teve algo que me chamou a atenção a esse convite em especial. Mais de 15 amigos já haviam “curtido” a tal pagina e recebi mais convites do que o normal. Confesso que fiquei decepcionado pelas pessoas ainda não conseguirem distinguir um scam de uma promoção verdadeira, mas essa em especial já tinha enrolado uma boa parte da minha lista e quando fui atras pra entender um pouco mais descobri (pasmo) que mais de 500.000 pessoas haviam aceitado o convite e a tal pagina falsa já tinha mais de 1,3 milhões de pessoas.

A Apple não fez nenhuma mensão ao ocorrido, simplesmente ignorando como eu fiz. Mas em nenhum lugar na pagina oficial encontra-se informações sobre qualquer tipo de página na terra de Mark Zuckerberg ou mesmo sequer um perfil no Twitter, que tempos atras teve um ocorrido com um falso SteveCEO, que mesmo dizendo no perfil que era paródia, precisou mudar o nome para fakesteveCEO.


Até o momento não se sabe se a pagina falsa foi criada por alguém como uma piada, um fake pra ganhar “likes”, algum tipo de teste social ou até mesmo alguma forma de coletar dados. Acho que esse excesso de credibilidade virtual ainda é o maior ponto fraco das pessoas e o ponto forte de lucro de hackers mal intencionados e empresas de antivírus.

Tief

Parte 03

Faltam algumas horas pra amanhecer mas você já estava acordado. Melhor dizer, ainda estava acordado. E quem conseguiria dormir com essa tensão que tem sido a ultima semana? É impressionante como tudo muda em questão de horas e a civilização volta à idade média em pouco tempo. Ninguém sabe onde e nem como começou. Tinha alguma coisa errada na Coreia, ou seria na China? De fato você não teve tempo de prestar atenção. Era algum tipo de epidemia, algo relacionado ao ebola e logo em seguida, os EUA estavam mandando tropas para conter as rebeliões. Mais uma notícia quase tida por normal nos dias de hoje, ainda mais depois de tanta rebelião em vários países.
Aqui a coisa foi rápida de mais. Começou nos hospitais, não teve mais do que duas reportagens dizendo que algumas pessoas suspeitas de terem trazido o vírus estariam internadas e que algum tipo de rebelião começou com os internos sem nenhum motivo aparente. Foi a ultima noticia que você viu antes de ir trabalhar. No trabalho, as pessoas começaram a falar da policia estar por toda a parte e que o exército teria sido visto passando em avenidas grandes com muita pressa. Logo você imaginou ser alguma coisa relacionada ao PCC ou o Comando Vermelho.
Ao contrário do que se imagina, a maior causa das mortes no começo da bagunça toda foram os tumultos e as pessoas em pânico. Todo mundo já viu um filme de zumbis ou algo do gênero, ver uma pessoa com aparência de morta, cambaleando na rua e atacando alguém, seria mais do que suficiente para causar um estrago. A primeira reação das pessoas foi correr pra suas casas de uma vez só. A cidade não comporta mais os carros e onibus que circulam todos os dias em horarios diferentes, imagina a cidade inteira tentando seguir o mesmo fluxo. Foi como uma grande veia entupida no coração da capital e o infarto foi a correria por entre os carros parados, pessoas sendo pisoteadas e não demorou pra começarem as brigas e quebra-quebra. Tinhamos menos de 20 mortos-vivos nas proximidades de um hospital próximo ao centro e centenas de pessoas feridas e em total pânico por toda a cidade. Talvez tenha sido esse motivo que deu vantagem aos seres tão lentos como os zumbis, quem em algumas horas, aumentaram o número de 20 para 50, 60 e cada vez mais.

Como você não tinha ideia do que estava acontecendo, decidiu esperar mais um pouco no trabalho antes de sair desesperado. Alguns colegas já tinham abandonado o prédio e nas ruas do centro pessoas corriam e carros de policia passavam em alta velocidade até que um bateu em uma barra de proteção na calçadae tombou sobre umas 15 pessoas que estavam aglomeradas no ponto de onibus. Uma cena dramática e indiscritível. Então você se sentou na sua cadeira e ficou em estado de choque sem saber se deveria sair ou esperar.

Passado algumas horas, você ouve uma ambulância chegar no local para socorrer as vítimas do acidente, mas uma cena lhe chamou a atenção. Uma das vítimas estava bastante agitada e se debatia enquanto o paramédico tentava prestar atendimento. Não dava pra ver muito bem da sua janela no primeiro andar, mas parecia que a vítima tinha agarrado o braço do paramédico, agora também agitado e que de alguma forma, mesmo com a impressão de estar um um dos braços severamente amputado pelo acidente, a vítima tinha grudado no pescoço dele e antes que ele conseguisse se soltar, outra vítima do acidente agarrava em sua perna. O outro paramédico veio então pra ajudar e começou a chutar um dos agressores. Tamanha era a violência dos chutes, que você tremia a cada pancada, se sentindo mal demais pra continuar vendo a cena, mas ao mesmo tempo paralisado pela violência gratuita. Quando você voltou a olhar, o segundo paramédico que chutava uma das vítimas estava no chão sendo atacado por outras quatro pessoas e aí, nesse momento você se lembrou do que viu nos cinemas e o esclarecimento foi como uma tijolada arremessada da janela de um carro em movimento, bem no meio da cara da sua vida tranquila e patética.

Agora aqui está você, faminto, cansado, sujo e ainda em estado de choque. Na sua mão, a Taurus 80 que você achou ontem e que passou a noite inteira em suas mãos, indo da direita pra esquerda conforme aumentava o suor da mão e o cabo ainda um pouco sujo, ficava mais quente e pesado. E de vez em quando, ali sozinho com a arma na mão, algumas vezes a ideia de acabar com tudo de uma forma rápida passou pela sua cabeça em um flash de segundo. Tantas dúvidas e tantos temores, tristeza e solidão. Solidão e medo é como uma mistura fina de glicerina e ácido nítrico, basta um pouquinho de pressão e vai tudo pelos ares. O problema todo foi a velocidade como os principais meios de comunicação pararam. No segundo dia da confusão já não havia mais rádio, tv, etc… Sinal de celular e internet então, nem pensar. Não da pra você saber se o problema é só aqui na sua cidade ou se já se espalhou em outros lugares. E é ai que você pensa em seus familiares. Não fala com eles desde o primeiro dia lá no trabalho e a dúvida se estão bem é massacrante. Atravessar a cidade pra chegar no bairro em que você morava agora parece com tentar viajar pra outra cidade à pé. E a tristeza e a saudade, o medo mais a solidão te fazem pensar. O medo e a solidão te fazem pensar no cara lá no outro quarto que estava com a arma. Como deve ter sido pro cara tirar a própria vida? Foi rápido ou dolorido? Será mesmo verdade que a ultima coisa que você ouve é o clique do gatilho antes da explosão da espoleta? Como deve ser 10 gramas de chumbo incandecente atravessando o céu da boca e bilhões de terminações nervosas a mais de 190m/s, deixando na parede a sua ultima obra de arte. O artista plástico que usa sangue e fragmento de ossos pra desenhar a marca da covardia. Não. Você chegou até aqui e não vai acabar assim.

Então a melhor coisa a se fazer é sair e enfrentar o desafio de procurar comida e um novo abrigo e tentar chegar na sua antiga casa. É muito provável que se sua familia sobreviveu ou foi para algum lugar, alguém pode ter deixado algum bilhete ou nota para que você pudesse encontrá-los. Pode não ser uma boa ideia, mas foi a única que apareceu. Então você resolve sair da casa agora que os primeiros raios de sol já surgiram.

É engraçado como um dia tão ferrado pra você pode ser tão bonito. O tempo estava perfeito e parecia uma daquelas manhãs de domingo, sem nuvem e o sol batendo levemente nas primeiras horas do dia. Seria um daqueles dias onde você sentiria o cheiro do orvalho evaporando sobre as folhas, aquele cheiro gostoso da manhã. Mas não, o unico cheiro que você sente aqui é o cheiro de sangue seco e carne azeda. O cheiro de comida guardada em saco plástico por dias em sua geladeira desligada. O cheiro dos mortos.
E por falar nos mortos, onde estariam os “não-mortos”? Quantos deles teriam ali fora? Pela fresta da porta você mal pode ver se há algum deles na rua. Mas ao sair lentamente, você percebe que um deles está parado em pé a poucos metros da porta. É engraçado como nos filmes tudo é muito diferente. Não há aquela “gemedeira” característica dos zumbis. Não há barulhos, gemidos e muito menos palavras como “miolos” ou “brains” como no filme de comédia trash “A volta dos mortos vivos”. Pelo pouco que se sabe, os que voltaram da morte não emitem nenhum som vocal, não se comunicam entre si e não conseguem desempenhar tarefas simples como segurar qualquer coisa que seja para usar como arma. Ao que parece, a causa da infecção é por vírus, um tipo de vírus que ataca uma pequena porção do cérebro, o cerebelo, responsável pelos impulsos mais básicos do individuo, como o equilibrio e outras funções motoras. O cerebelo é considerada na evolução das espécies como a porção mais antiga, sendo herdada dos répteis e é atribuída à ela os instintos como por exemplo a fome. Aparentemente o vírus age de forma parasita, tomando e mutando essa parte do cerebro, criando uma especie de autonomia e sendo responsável por gerar a energia necessária para manter a parte infectada ativa enquanto todo o resto do corpo funciona apenas por impulsos comandados pelo novo cerebelo. Com isso, o infectado passa a não ter a necessidade de respirar ou até mesmo se alimentar, coisa que aparentemente faz apenas por instinto, ainda ativo no cerebelo.
Se apenas uma porção do cerebro está ativa, e o resto do corpo só responde a pequenos impulsos, por que o zumbi não se decompõe ou endurece e para de se movimentar por rigor mortis? O vírus só irá infectar um indivíduo que estiver vivo e poderá permanecer dormente durante dias até que o hospedeiro venha a falecer da febre causada pela infecção. Mas na realidade, as funções mais básicas não se desligam e algumas células ainda mantém energia suficiente até que passe a receber energia produzida pelo vírus. Dessa forma o infectado tecnicamente não morre por completo, não chegando a iniciar os processos de decomposição, no entanto, orgãos que param de funcionar começam a decompor como acontece em casos de gangrena, liberando gás metano e sulfeto de hidrogênio, o que causa o cheiro insuportável. Como o virus só irá infectar um hospede ainda vivo, você não verá nenhum morto saindo da cova como nos filmes clássicos de terror.
Esse tipo de “parasita” não é nenhuma ficção inventada para justificar filmes trash. Existem muitos casos parecidos na natureza em que infectados são controlados e agem como zumbis. É o caso de uma variação da toxoplasmose, uma doença comum em gatos, mas que atinge 1/4 da população que sequer sabe disso. A bacteria responsável pela doença só consegue sobreviver no intestino dos gatos e para chegar lá, ela infecta camundongos e os faz de zumbis escravos, mudando seu comportamente e fazendo com que eles corram em direção as gatos de forma suicida. Outra situação parecida é de um fungo capaz de transformar formigas em zumbis, fazendo com que elas vaguem sem sentido, procurando um local propicio para a proliferação do fungo, sem antes ter andado por toda a colonia infectando outras formigas. Quando ela chega no local propicio, prende a mandibula em uma planta e lá morre para virar comida do fungo. Outro caso parecido é de um parasita que vive no intestino de alguns pássaros e para chegar lá, ele infecta caramujos e cria mutações em suas “antenas”, fazendo com que elas fiquem com aparencia saborosa e irresistível aos pássaros, em seguida o caramujo zumbi sobe na planta mais alta e ali fica horas esperando ser devorado pelos passaros famintos e continuar o ciclo de vida do parasita. Nã demoraria muito para que alguma variação pudesse infectar o unico ser que não tem predadores naturais e é encontrado em qualquer canto do planeta. A raça humana.

Então você resolve sair de vez e enfrentar esse desafio. Do lado de fora a unica coisa que você vê é um deles, em pé e imóvel, totalmente estático e silencioso. Enquanto não estão atrás de alguém, eles ficam imóveis, quase que dormentes, talves aguardando uma vítima aparecer. Você olha em volta e não ve mais nenhum. Então começa a andar devagar, ainda sem um plano, a não ser voltar ao seu antigo bairro. Quando você pensava que iria passar despercebido pelo zumbi, o seu cheiro o denunciou e logo ele começou a andar desajeitado em sua direção. A impressão que se tem quando você vê um deles andando é de que logo irá tropeçar e cair, mas não se iluda e é assim que eles fazem suas vítimas. Então você pretende testar sua nova arma e aponta em direção da cabeça do zumbi e aperta o gatilho… (Continua no próximo capitulo)

Tief

Parte 01

Parte 02

Lembro do primeiro jogo que eu vi na vida que tinha uma voz (porcamente) digitalizada. Era o Ghostbusters do Phanton System que veio junto com o videogame. No jogo, a tela de apresentação fazia um “ruido” que parecia dizer o nome do game. Depois me lembro de ver uma notícia em uma das revistas de game que eu lia na época, falando sobre o jogo Moonwalker, como sendo o primeiro cartucho que “falava”.

Pra quem começou a era do game pós Super Nes, deve estar pensando, “que diabos esse cara ta falando?” Mas quem começou no Atari como eu, deve saber que levou muitos anos até surgir um game com voz digitalizada, como acontecia em alguns Arcades. Mais tarde, quando eu coloquei as mãos em um Super Nes, lembro de ver a abertura do Super Metroid diversas vezes só pra apreciar a frase de inicio que era narrada claramente, mas infelizmente a única parte do game com voz. Não demorou muito pros games e filmes se fundirem e vozes famosas e conhecidas tomarem formas em personagens de games.

Pensando nisso, resolvi fazer um “catado” de informações na net e montar essa matéria, mas não achava que a coisa poderia ser tão extensa! Com certeza não vou poder colocar metade das vozes famosas, mas quem quiser uma “Edit” no post futuramente, coloque sua sugestão no comentário. E pra começar, vamos conhecer os famosos que emprestaram as vozes aos personagens de games.

Atores famosos (ou nem tanto) e seus personagens virtuais:


Liam Neeson – Um dos últimos trabalhos que vocês devem lembrar-se dele, é como o Zeus em Clash of the Titans.

Emprestou sua voz para o personagem: James, o pai do protagonista em Fallout 3

 

Patrick Stewart – Mais conhecido pelo papel do Professor Xavier em Xman.

Emprestou sua voz para o personagem: Emperor Uriel Septim VII no game The Elder Scroll IV – Oblivion

 

Sean Bean – provavelmente ficou mais conhecido como Boromir no Senhor dos Aneis.

Emprestou sua voz para o personagem: Emperor Martin Septim no game The Elder Scroll IV – Oblivion

 

Kiefer Sutherland – Não preciso nem dizer que o personagem que você vai lembrar quando ouvir esse nome é Jack Bauer do seriado 24h.

Emprestou sua voz para o personagem: Sgt. Roebuck em Call of Duty: World at War

 

Michael Madsen – Os personagens que lembro quando penso nesse ator são: Budd em Kill Bill e Bob de Sin City.

Emprestou sua voz para o personagem: Toni Cipriani no game GTA III e Tanner de Driv3r. Ele também participou de outros jogos como Narc, True Crime, Streets of L.A. e Ryû ga gotoku

 

Michele Rodrigues – Conhecida como “a mina durona” dos filmes como Resident Evil e The Fast and The Furious

Emprestou sua voz para a personagem: Carlita em Driver 3

 

Gary Oldman – Já foi vilão em vários filmes como Perdidos no espaço, O quinto elemento e até mesmo o Dracula, de Bram Stoker

Emprestou sua voz para o personagem: Sgt Reznov em Call of Duty Black Ops.


Mark Hamill – Tenho certeza de que pelo nome do ator vocês tenham dificuldade de se lembrar, quando ouvirem o nome Luke Skywalker…

Emprestou sua voz para o personagem: The Joker no jogo Batman: Arkhan Asylum e a nova versão Arkhan City, Também participou como Joker em DC Online.

 

Danny trejo – Conhecido pelo seu mais recente filme Machete

Emprestou sua voz para o personagem: Raul the Ghoul em Fallout 3: New Vegas e outros personagens de GTA

 

Samuel L. Jackson – Mais conhecido por Samuel L. Jackson, esse cara por sis ó é auto-explicativo, mas se você realmente não se lembra dele, assista o filme Pulp Fiction

Emprestou sua voz para o personagem: Officer Frank Tenpenny em GTA San Andreas


Outros atores e seus presonagens:

Andy Serkis – Monkey em Enslaved: Odyssey to the West

Seth Green – Jeff Joker Moreau em Mass Effect

Jack Black – Eddie Riggs em Brutal Legends

Ron Pearlman – Slade em Turok 2008

A série Grand Theft Auto foi uma das que mais teve atores dublando personagens, segue alguns dos nomes mais famosos:

Ray Liotta, William Fichtner, Tom Sizemore, Dennis Hopper, Burt Reynolds, Lee Majors, Ice-T, Phil Collins, Luis Guzmán, entre outros.

Não é só atores famosos que fazem os grandes games de sucesso, muitos dubladores de games ficaram famosos somente no mundo eletrônico e alguns até ficaram famosos na industria do cinema depois de ter seu nome conhecido pelos gamers.

Alguns personagens famosos e seus dubladores:


Solid Snake


Kratos


Mario


Halo


Nathan Drake

Tief

Mais uma vez a situação da maior empresa de games da história não está nada boa. A Nintendo esse ano já reduziu o preço do seu novo portátil, o 3DS pra tentar concorrer com os iGadgets da Apple, anunciou que terá uma redução nos lucros esperados para esse ano de algo em torno de R$3,5 bilhoes para menos de R$700 milhões e agora sofre pressão dos investidores para fazer port dos seus games para iPhone, iPad e até mesmo Facebook.

 

Não é a primeira vez que a Nintendo se ve ameaçada por outra empresa concorrente, a Sony com a família Playstation, derrubou a gigante japonesa do seu trono Ocidental e por muito tempo ficou na frente em vendas com uma margem gigantesca de vantagem. Mas agora a situação é diferente e a empresa que está ameaçando “tomar o segundo lugar” nem mesmo tem um console para concorrer. O foco da Apple nunca foi games e a empresa nem mesmo pretende lançar um videogame ou nenhum aparelho específico apenas para jogos, mas o mercado de games para celulares e jogos casuais cresceu de forma a ameaçar as plataformas convencionas.

Quem acompanha a história da Nintendo sabe que a empresa começou a mais de cem anos com jogos de carta, tipo baralho japonês e nos anos 70 entrou em uma parceria com a Bandai e a Atari para começar no negócio de games eletrônicos. A entrada da Nintendo no ocidente teve suas dificuldades e a empresa precisou pela primeira vez se render aos costumes americanos e mudar o formato do seu console. O NES originalmente lançado como Famicom no japão, precisou ter seu formato todo reformulado para ser comercializado nos EUA. A versão japonesa era colorida e tinha características de brinquedo e para poder vender nos EUA os investidores sugeriram criar uma versão mais séria para que o console não tivesse um estigma de ser algo feito para crianças e entrasse no mercado como um produto eletrônico para todos os públicos. Foi a primeira vez que a empresa se rendeu a uma exigencia de grande porte e mudou seu produto de forma significante. Tempos depois, sofreu pressão para deixar de produzir games em cartucho e entrar na era da mídia Optica, mas a teimosia oriental fez com que a empresa lançasse o Nintendo64 com cartucho e foi o começo das quedas de vendas e a deixa para a Sony passar a sua frente.

Mas a Nintendo sempre foi a empresa da inovação e depois de ficar na sombra da Sony por um tempo e depois do fracasso do Game Cube, a Nintendo então aparece com a maior inovão na história do videogame e lança o Nintendo Wii. Pela segunda vez na história o videogame volta a ser foco de diversão em família (a primeira vez foi com o Atari) e a Nintendo recupera boa parte do mercado perdido. Mas uma parcela do mercado dos games, que durante muitos anos foi liderada pelo Gameboy e foi perdida para o portátil da Sony, o PSP, precisava ser recuperada e para isso a Nintendo lançou outra inovação no mercado, o Nintendo 3DS. Mas infelizmente, mesmo com a ideia de levar a tecnologia 3D para os portáteis, o 3DS chegou atrasado e bem no meio de uma guerra que ninguém apostaria a 3 ou 4 anos atrás. A Apple, líder no mercado de Smartphones e Tablets com seu iPhone e iPad, com a empresa valendo praticamente US$1 trilhão de dólares (atualmente mais do que o próprio país) “sem querer” entrou no mercado dos games com sucessos como Angry Birds e outros jogos casuais e viciantes com valores inferiores a $10 dólares, deixando difícil para a concorrencia bater em questão de valores e portabilidade (no mesmo aparelho que você faz ligação, ouve música e ve videos, navega na internet e responde emails, agora você também joga até com suporte online) abrindo espaço para a Apple dominar com tranquilidade o mercado dos games também.

Mais uma vez, a Nintendo se ve pressionada pelos investidores a mudar seu padrão e abrir mão da exclusividade de seus games e fazer port para o iPhone e outros gadgets da Apple. E para aumentar a pressão, a Pokemon Company anunciou o lançamento de seus jogos para o iPhone em breve.
Todas as outras concorrentes, já de olho nesse mercado, estão lançando suas versões de Smartphone, como por exemplo a Sony com o XperiaPlay e a Microsoft com o Windows Phone.

Conclusão, se a Nintendo não tomar uma iniciativa e entrar de vez no mercado Mobile, seja lançando um aparelho ou portando os seus jogos, vai ficar cada vez mais dificil concorrer com um mercado novo, com preços absurdamente baixos, facilidade de acesso e compra, com jogos tendo dirversão simples e viciante.

Tief

Durante muitos anos o cartucho foi a única forma de armazenamento no mundo dos games. Cada vez maiores, os cartuchos foram aumentando sua capacidade para poder armazenar os jogos, que ao longo do tempo foram dobrando o seu tamanho. Para conhecer um pouco mais sobre as mídias de armazenamento, vãos separá-las em gerações.

1ª Geração (Atari, Intellivision e Odyssey II)

A primeira geração de cartuchos tinha o tamanho de armazenamento que variava de 2kB à 16 kB, mas os últimos cartuchos dessa geração ( lançados em meados de 80) tinha capacidade máxima de 32kB. Eram bem simples e de formato e tamanho quase padrão.

2ª Geração (Atari 5200, Colecovision e Arcadia)

Os cartuchos de segunda geração em nada acrescentaram. Na realidade, foi apenas uma tentativa infeliz da Atari em mudar a aparência dos cartuchos originais para algo um pouco maior e apostar no marketing de que “algo maior é melhor”.

3ª Geração (NES, Master System e Atari 7800)

Com a chegada da terceira geração de cartuchos e o inicio da famosa geração 8-bits, o tamanho dos cartuchos pularam de 32kB para até 768kB! Algumas particularidades aconteceram nessa geração, como por exemplo, o suspiro final da Atari em lançar a versão Atari 7800 com cartuchos com o dobro do tamanho, mas a mesma biblioteca de games, os primeiros cartuchos com suporte à save (o momento mais feliz da historia dos games!) com ajuda de baterias de Lithium (aquela baterias de relógio), mas que corriam o risco de perder os saves com muita facilidade. O mais famoso de todos os videogames da era 8-bits, o NES teve duas versões de cartuchos na época. Os japoneses de 62 pinos e os Americanos de 72 pinos. Lembro que na época era comum ter um adaptador de 72 pinos para poder jogar as fitas japonesas de “procedência duvidosa”.

4ª Geração (Super NES, Mega Drive e NeoGeo)

Em seguida foi a vez da quarta geração chegar com o poderoso Super Nes e sua capacidade de armazenamento de até 8,75MB. A média de tamanho de jogos entre Super Nes e Mega Drive era de 4mB. Uma particularidade dessa geração foi a chegada da NeoGeo como console caseiro, colocando no mercado o maior cartucho do mundo, tanto em espaço, quanto em tamanho, que poderia chegar até 111,5MB.

5ª Geração (Nintendo 64, Jaguar e Sega 32x)

A quinta e ultima geração “oficial” de cartuchos encerrou o cenário com uma decepção terrível em relação a aberturar de games em vídeos ou CGs. Por conta da limitação física dos cartuchos (64MB máximo do Nintendo 64), ficou difícil manter os jogos e videos em CGs com boa qualidade e a grande maioria dos games de N64, sequer tinham abertura Uma das grandes decepções da minha vida foi descobrir que Sub-Zero Mithologies tinha um vídeo com atores reais entre as fases no Playstation e não uma apresentação de Slides ao estilo Power Point na versão em cartucho do N64 e no port de Resident Evil foi a maior decepção em relação aos vídeos e CG. Houve de fato uma grande diferença em relação à qualidade dos bosses e personagens de RE pro N64, a qualidade do 3D no N64 era indiscutível, mas os vídeos eram pequenos e muito quadriculados.

Uma nova fase se inicia com as mídias ópticas.

Provavelmente o que definiu a vitória do Playstation contra o seu rival N64, com certeza foi a escolha da mídia, que alias, quem já acompanhou a história dos videogames, sabe que a princípio a Sony desenvolveu o CD-Rom voltado a games para a Nintendo, que no auge da sua teimosia preferiu manter o cartucho como sua mídia principal. A Nintendo saiu na frente com o nome 64-bits, dando a idéia de qualidade gráfica, mas com o passar do tempo, as pessoas caíram no encanto de games com aberturas em vídeo, com musicas cantadas e pessoas reais. A partir daí foi questão de tempo até a maré virar pro lado da Sony e o Playstation liderar o mercado de games por 3 gerações. Talvez a única desvantagem entre a mídia óptica e o cartucho seja o tempo de carregamento de jogo ou as famosas telas de loading. O cartucho carrega instantaneamente na memória do videogame o jogo, enquanto o CD-ROM, por exemplo, carrega parte dos dados, que geralmente são muito maiores, na memória do videogame, necessitando de um “tempo de loading” até o jogo estar disponível.

Laser Disc

As primeiras mídias ópticas foram os Laser Discs, com tamanho máximo de 540MB. Essas mídias não foram muito populares por conta do preço exorbitante e a dificuldade de encontrar games. Talvez o único game a ter ficado relativamente famoso foi Dragon’s Lair, uma espécie de desenho animado misturado com jogo. Então entra em cena a mídia que dominaria o mercado de música, games e armazenamento de arquivos, o famoso CD.

CD-ROM

Criado em 1990, o CD ou Compact Disc era capaz de armazenar algo em torno de 700MB, pouco mais de 10x o tamanho armazenado no maior cartucho de Nintendo 64. A mídia foi utilizada em diversos videogames ficando mais popular no Playstation. Alguns dos videogames que usaram essa mídia, além do Playstation foram o Jaguar CD, Sega CD, Turbografx CD, Sega Saturn, Amiga CD e NeoGeo CD. O final da saga do CD-Rom já dava sinais quando jogos pra Playstation chegavam a ter até 04 CDs, como foi o caso de Final Fantasy VIII e IX.

Em seguida, a Sega em seu ultimo espasmo post-mortem, lança uma versão maior de CD, conhecida como GD-ROM (Gigabyte Disc) com capacidade de 1,2GB de dados. Outras mídias “fora do comum” também foram lançadas como o UMD para PSP (1,8GB) e o Mini-DVD (1,5GB) para Game Cube, este ultimo usava um formato de arquivos exclusivos para o videogame.

DVD-ROM

Então veio o DVD com sua capacidade de 4,7GB, podendo chegar até 16GB com a versão DVD-18, mas mesmo assim o DVD só se popularizou até a versão DVD-9 de 8,54GB Dual Layer.  Da mesma forma que ocorreu com o CD, o DVD também começou a apresentar problemas de espaço, tendo que dividir jogos em mais de uma mídia. O DVD teve inicio no Playstation 2 e foi utilizado em outros videogames como Xbox e Xbox 360. É importante dizer que a partir dessa fase, os videogames começaram a ter pequenas funções de entretenimento, como por exemplo assistir filmes em DVD no Playstation 2. É claro que sempre houve formas de se converter vídeo e reproduzir no Playstation One, mas eram apenas “gambiarras” e a qualidade sempre foi grotesca.

Antes de falar em Blu-Ray, acho interessante comentar sobre a disputa que acabou colocando o Blu-Ray como o sucessor do DVD. A guerra era entre duas gigantes do mercado de Som e Tv, Sony com seu Blu-Ray e o HD-DVD da Toshiba. Acreditem ou não, o que definiu quem seria o sucessor do DVD, de certa forma foram os videogames. Quando a Microsoft desistiu de incluir o HD-DVD no Xbox 360 e resolveu manter o formato DVD, agora com dupla camada, e a Warner assinou contrato de exclusividade com o Blu-Ray, o tiro de misericórdia para a Toshiba foi a Sony anunciar o Playstation 3 com leitor e mídias Blu-Ray.

Blu-Ray

Nessa fase, entra a nova geração de videogames HD, com saídas prontas para as novas TVs de alta definição. Vale lembrar que o Xbox 360, por ser um pouco mais velho que o PS3, demorou um pouco mais para entrar na era HD, não tendo saída HDMI nas primeiras versões de seu console. Atualmente apenas o PS3 possui leitor de Blu-Ray e muito se especulou sobre a Microsoft adotar o formato em possíveis atualizações do seu videogame. Alguns jogos de Xbox 360 já apresentam o mesmo problema do CD-ROM e são vendidos em mais de uma mídia, como é o caso do Castlevania e o mais recente L.A. Noir. Este ultimo, por curiosidade também sofreu problemas de espaço com o Blu-Ray. A mídia comporta 25GB na sua versão normal e até 50GB na versão de dupla camada. Mesmo assim, de acordo com a produtora Rockstar, o jogo sofreu alguns cortes na história e muitas missões serão adicionadas posteriormente através de DLC , ou seja, por download.

Games por Download

O primeiro console totalmente sem mídia física foi o Zeebo. Uma parceria entre alguns países, incluindo o Brasil, lançou o videogame no mercado brasileiro pela Tectoy. O videogame tinha uma memória interna de 1GB para armazenar os jogos e conexão 3G, pela Claro no Brasil, para baixar os jogos da rede gratuita Zeebo. Infelizmente o videogame chegou um pouco tarde no mercado, com relação à lançamentos e gráficos e sofreu alguns cortes na biblioteca escassa e infeliz, tornando o fim do console algo esperado por todos. Infelizmente a idéia era boa mas não houve incentivo e apoio de grandes marcas de games e com tão poucos lançamentos o videogame foi praticamente natimorto. Outro videogame sem mídia física que também anunciou o seu fim foi o PSP Go. O Go foi uma tentativa infeliz da Sony em copiar o formato iTunes Store da Apple e vender a biblioteca do PSP direto pela PSN. Muitas pessoas acreditam que o futuro do videogame serão os jogos on-demand, ou seja, jogos pré instalados no console ou PC e com o conteúdo armazenado na nuvem, mas como a internet de altíssima velocidade ainda não é uma realidade na maioria dos países, e jogos atuais cada vez maiores, esse será um sonho ainda um pouco distante.